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Manifestantes fazem acordo com Harvard para desmontar acampamentos

quarta-feira, 15 de maio 2024

A ocupação de estudantes no campus da Universidade de Harvard, que já durava três semanas, chegou ao fim nesta terça-feira, 14. A coligação Harvard Out of Occupied Palestine (HOOP) informou que a administração da instituição concordou em retirar as suspensões que haviam sido anunciadas contra aqueles envolvidos nos protestos pró-Palestina.

Na segunda-feira, 06, a universidade alertou os estudantes que poderiam vir a sofrer “licença involuntária”, o que faria com que eles não conseguissem fazer exames, bem como não tivessem autorização para utilizar os alojamentos. “A continuação do acampamento apresenta um risco significativo para o ambiente educacional da Universidade”, justificou o presidente interino de Harvard, Alan Garber.

Conforme a HOOP, também foram negociadas reuniões de transparência com a Harvard Management Company, responsável pelos investimentos na universidade. Mesmo assim, a coligação deixou claro que não enxerga tais encontros como uma vitória quanto a pauta que solicita o encerramento dos investimentos da instituição a Israel. Para a HOOP, a medida se trata de uma tentativa de pacificação.
Além disso, a administração de Harvard teria concordado em negociar a criação de um Centro de Estudos Palestinos no campus. Em um e-mail endereçado à comunidade, Garber confirmou que a área do acampamento estava sendo evacuada e prometeu “procurar uma reunião entre os participantes do acampamento e o presidente do comitê corporativo sobre responsabilidade dos acionistas e outros líderes universitários para uma discussão sobre as questões dos estudantes relacionadas à doação”.

No comunicado da semana passada, o presidente interino ressaltou que as autoridades estavam “especialmente preocupadas com os crescentes relatos de que algumas pessoas dentro do acampamento e algumas que o apoiam intimidaram e assediaram outros membros de nossa comunidade”. Garber não chegou a ameaçar pedir por uma intervenção policial, a exemplo do que aconteceu em outras universidades dos Estados Unidos, mas disse que havia relatos de transeuntes que foram confrontados, vigiados e seguidos e que tais ações eram “indefensáveis e inaceitáveis”.

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