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“Mau gosto” de Milei não afetará relações com a Argentina, diz vice

quarta-feira, 10 de julho 2024

O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, afirmou, nesta terça-feira, 09, que o relacionamento entre o Brasil e a Argentina não deverá ser prejudicado pelas polêmicas envolvendo o presidente Javier Milei, que recentemente teceu duras críticas ao seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. No início da semana, o argentino também chamou a atenção internacional ao escolher não comparecer à cúpula dos presidentes do Mercosul, que foi realizada em Assunção, no Paraguai, mas marcar presença em um evento conservador no território brasileiro, onde se encontrou com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nesse contexto, Alckmin considerou que o posicionamento incomum do líder da Casa Rosada não refletirá em nada nas relações comerciais que são mantidas entre o Brasil e a Argentina. “Não afeta, são relações de Estado. O mau gosto do Milei é assunto dele”, declarou o vice brasileiro, que está à frente do comando do país enquanto Lula cumpre agenda oficial pela América do Sul.

Os comentários de Alckmin seguem as ponderações do próprio chefe do Executivo nacional que, ainda na segunda-feira, 08, reforçou o papel desempenhado pela Argentina no continente e afirmou que Milei não precisava se fazer presente nos eventos, desde que mandasse representantes. Na cúpula do bloco sul-americano, a ministra de Relações Exteriores, Diana Mondino, foi responsável por falar em nome do governo argentino. “Nós estamos trabalhando o fortalecimento do Mercosul com a Argentina. É um país extremamente importante. Se o presidente participa ou não, não interessa”, garantiu Lula.
Mesmo assim, o brasileiro deixou claro que considerava que o prejuízo da ausência era justamente para quem optava por não participar das reuniões. Durante o discurso proferido no evento, o petista não chegou a citar Milei diretamente, mas disse que “disputas internas” se “sobrepuseram à paz” e criticou divisões existentes no continente.

A falta do argentino, no entanto, foi alvo da fala do presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou que, defendendo que a “mensagem” era tão importante quanto o “mensageiro” afirmou que todos os presidentes deveriam ter comparecido à cúpula. “Se o Mercosul é tão importante, todos os presidentes deveriam estar aqui. Eu dou importância ao Mercosul. E se realmente acreditamos neste bloco, todos deveríamos estar aqui”, argumentou.

O anfitrião, Santiago Peña, também ressaltou a relevância de manter a união do grupo, independentemente de divergências de ideologia. “Estamos um pouco fatigados com a integração e precisamos renovar a cultura da integração”, disse.
Estiveram presentes os líderes do Uruguai, Brasil, Paraguai e Bolívia. Após os comentários de Lacalle Pou, a representante argentina ponderou que encontros como aquele eram importantes para permitir “a troca de pontos de vista”. “Não precisamos concordar, mas devemos ser capazes de ouvir diferentes opiniões. Espero que como grupo alcancemos essa maturidade”, pontuou.

Javier Milei é um crítico assumido do bloco e, durante o período de campanha, já chegou a prometer que retiraria seu país. No entanto, voltou atrás. De acordo com o porta-voz do governo, Manuel Adorni, a ausência do presidente na reunião estava relacionada com uma “agenda sobrecarregada”. Ele também afastou as especulações de que a falta ocorria devido às recentes tensões com o chefe de Estado brasileiro, garantindo que as diferenças ideológicas não impediriam que ambos comparecessem aos mesmos espaços.

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