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Mundo

Navios de guerra russos atracam no porto da capital cubana

quinta-feira, 13 de junho 2024

Navios de guerra da Rússia atracaram, nesta quarta-feira, 12, no porto de Havana, em Cuba. De acordo com o governo cubano e dos Estados Unidos (EUA), a ação não representa qualquer tipo de ameaça. No entanto, tal atitude foi interpretada como uma demonstração de força de Vladimir Putin em meio ao aumento de tensões relacionadas com a guerra que está acontecendo no leste europeu desde fevereiro de 2022.
Pescadores e curiosos se reuniram na avenida à beira-mar para observar a passagem das embarcações. As primeiras a chegarem foram um navio de combustível, o “Akademik Pashin” e um rebocador, o “Nikolay Chiker”. Na ocasião, também havia uma fragata da marinha russa e um submarino com propulsão nuclear aguardando no mar para entrar no porto. No dia anterior, o ministério de Defesa russo havia informado que a fragata e o submarino fizeram exercícios de mísseis no Oceano Atlântico.
Na semana passada, Cuba afirmou que a visita fazia parte de algo padrão de navios de guerra de países amigos de Havana. Segundo o Ministério de Relações Exteriores do país, os navios não carregavam armas nucleares, o que também foi confirmado por autoridades norte-americanas. “Temos monitorado de perto a trajetória dos navios”, informou um representante dos EUA à mídia internacional sob condição de anonimato. “Em nenhum momento os navios ou submarinos representaram uma ameaça direta aos Estados Unidos”, garantiu.
É importante lembrar que Havana fica localizada a apenas 160 km de Key West, na Flórida, onde existe a Estação Aérea Naval dos EUA. A escala dos navios coincide com um dos piores momentos de crise social e econômica em Cuba, com relatos de escassez de alimentos, medicamentos e combustível. O episódio também chama a atenção devido a memória de um dos mais importantes fatos históricos do período da Guerra Fria, a chamada crise dos mísseis de 1962.
Na ocasião, a então União Soviética enviou mísseis balísticos para o território cubano em resposta ao envio norte-americano de equipamentos semelhantes para a Turquia. O impasse levou o mundo à beira de uma guerra nuclear. Atualmente, Rússia e Cuba estão novamente estreitando laços. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, fez sua quarta visita a Putin no mês de maio, quando afirmou que Moscou sempre poderia contar com o apoio da ilha. Os navios russos deverão continuar em Havana até o dia 17 de junho.

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