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Netanyahu critica EUA e fala em queda no envio de munição

segunda-feira, 24 de junho 2024

Ao longo da semana, o governo de Joe Biden expressou profunda decepção com o líder israelense, que segue escalada contra gaza

Netanyahu criticou a demora dos EUA em fornecer mais armas para israel/Foto: Folhapress

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, voltou a expressar críticas aos Estados Unidos nesse domingo (23/06), destacando uma “redução significativa” no envio de munições para Israel. Netanyahu, durante uma reunião ministerial, afirmou apreciar o apoio do presidente Joe Biden e do governo dos EUA, mas ressaltou que, nos últimos quatro meses, houve uma considerável diminuição no fornecimento de munições americanas a Israel. “Temos solicitado aos nossos amigos americanos que acelerem a entrega, mas a situação permanece inalterada”, disse ele.

Netanyahu fez essas declarações para justificar um vídeo divulgado no dia 18, no qual criticou a aparente demora de Washington em fornecer mais armamentos para Israel. A divulgação do vídeo gerou um mal-estar com o governo Biden, que expressou “profunda decepção” com o líder israelense.

A Casa Branca negou qualquer alteração no ritmo de entrega de equipamentos militares a Israel. John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, afirmou na quinta-feira (20) que a sugestão de que os EUA pararam de ajudar Israel é infundada. Ele destacou que nenhum outro país fez tanto para ajudar Israel em sua autodefesa contra o Hamas.

Em maio, Biden havia suspendido o envio de 3.500 bombas para Israel, devido a preocupações de que elas poderiam ser usadas contra civis em uma operação de grande escala em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, que na época abrigava centenas de milhares de palestinos deslocados.

Netanyahu explicou que a divulgação do vídeo foi necessária porque as tentativas de resolver a questão discretamente não estavam surtindo efeito. “Tornamos público porque, com anos de experiência, sabíamos que isso seria essencial para resolver o problema”, afirmou.

Ele reconheceu que o vídeo poderia gerar críticas, assim como suas repetidas objeções à criação de um estado palestino e ao fim do conflito enquanto o Hamas existir. Os EUA defendem uma solução de dois estados e Biden apresentou recentemente um plano de cessar-fogo que envolvia negociações com o Hamas, em vez de sua destruição total.

As novas críticas de Netanyahu coincidem com a viagem do ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, a Washington neste domingo, onde discutirá os próximos passos da guerra em Gaza e o risco de escalada do conflito, potencialmente envolvendo uma guerra com o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã no Líbano.

A milícia tem se envolvido em conflitos esporádicos com forças israelenses na fronteira norte e lançou, no início do mês, o maior ataque com foguetes desde outubro, após um ataque aéreo israelense que matou comandantes do grupo. Gallant afirmou antes de embarcar que Israel está preparado para ações necessárias em Gaza, Líbano e outras áreas. Ele se reunirá com o ministro da Defesa americano, Lloyd Austin, e com o secretário de Estado, Antony Blinken, para discutir a situação.

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