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ONU pede que britânicos reconsiderem plano de deportação de migrantes

quarta-feira, 24 de abril 2024

Os Altos Comissários da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados e para Direitos Humanos, Filippo Grandi e Volker Türk, respectivamente, pediram nesta terça-feira, 23, que o Reino Unido reconsidere a implementação do plano de deportação de migrantes que deve levar requerentes de asilo do país para Ruanda. Em uma declaração conjunta, os dois representantes da ONU sugeriram que o governo britânico tome medidas práticas para lidar com os fluxos irregulares ao invés de transferir tal população para o território africano.
A porta-voz Ravina Shamdasani, que respondeu uma entrevista coletiva em nome de Turk, avaliou que a ação anunciada pelo primeiro-ministro Rishi Sunak, “prejudica seriamente o Estado de Direito no Reino Unido e estabelece um precedente perigoso a nível mundial”. Os comentários ocorreram apenas um dia depois de Sunak declarar que o primeiro voo com requerentes de asilo partirá para Ruanda em breve. “Posso confirmar que colocamos um aeródromo em espera, reservamos aviões fretados comerciais para faixas específicas, e temos 500 indivíduos altamente treinados prontos para escoltar imigrantes ilegais até Ruanda com mais 300 treinados nas próximas semanas”, detalhou o premiê.
Paralelamente, a Câmara Alta do Parlamento aprovou uma legislação que passou semanas sendo adiada em decorrência de tentativas de alterar o plano. O porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Matthew Saltmarsh, ponderou que foi “um dia sombrio para os direitos dos refugiados”.
Ao anunciar o avanço da medida, o primeiro-ministro afirmou estar “confiante” de que o plano cumpriu todas as obrigações internacionais do Reino Unido. A resposta foi dada quando questionado sobre a adesão do país à Convenção Europeia sobre Direitos Humanos. “Se alguma vez houver uma escolha entre a nossa segurança nacional, proteger as nossas fronteiras, e ser membro de um tribunal estrangeiro, claro que vou sempre dar prioridade à nossa segurança nacional”, garantiu.
Interromper o fluxo de pessoas que atravessam a fronteira do Reino Unido para fugir de problemas como guerras e pobreza em locais como África, Oriente Médio e Ásia, é uma prioridade para o governo britânico. No entanto, os críticos do planejamento defendido por Sunak consideram a ação desumana e levantam preocupações sobre o histórico relacionado com a proteção de direitos humanos dentro de nações da África Oriental e os riscos de que os requerentes de asilo acabem por ser enviados de volta para seus países originais.

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