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Mundo

Papa Francisco volta a defender bênçãos a casais LGBTQIA+

quinta-feira, 08 de fevereiro 2024

O líder da igreja católica voltou a comentar nesta quarta-feira, 07, sobre sua decisão de permitir que casais do mesmo sexo possam receber bênçãos de padres. O documento que autorizou tal ação foi emitido pelo Vaticano em dezembro passado e encontrou uma resistência significativa dentro da igreja, principalmente, por parte dos bispos africanos. “Ninguém se escandaliza se eu der minhas bênçãos a um empresário que talvez explore pessoas, e isso é um pecado muito grave. Mas eles se escandalizam se eu as dou a um homossexual”, pontuou o Papa Francisco em entrevista à mídia italiana.

O religioso classificou a situação como uma “hipocrisia” e questionou: “Quem sou eu para julgar?” Desde o início do papado, uma das missões assumidas pelo líder da Santa Sé foi de possibilitar uma igreja católica mais acolhedora e menos crítica. Para aqueles que não apoiam a ideia de Francisco, a medida arrisca os ensinamentos morais da instituição.

O documento que deu permissão para as bênçãos é chamado de Fiducia Supplicans e já foi defendido pelo Papa em diversas outras ocasiões. Diante das polêmicas, o chefe de Estado já esclareceu, por exemplo, que a ação não é equivalente à aprovação formal da igreja para que ocorram casamentos entre pessoas do mesmo sexo. “Quando um casal se apresenta espontaneamente para solicitá-la, não se abençoa a união, mas simplesmente as pessoas que juntas a solicitaram. Não a união, mas as pessoas”, explicou o pontífice no final de janeiro.

Em uma outra entrevista, Francisco afirmou que esperava que os críticos à medida acabassem por compreendê-la, mas admitiu que os africanos eram “casos especiais” quanto às suas oposições à homossexualidade. Os bispos do continente rejeitaram a Fiducia Supplicans, uma vez que, em alguns países, os homossexuais são severamente punidos com sentenças que vão desde prisões até a pena de morte. Em Nairóbi, no Quênia, autoridades religiosas ignoraram a nova diretriz e proibiram os padres de abençoar casais homoafetivos.

Na visão do chefe do Vaticano, a igreja deve manter as portas abertas para todos que desejam seguir o “caminho de Deus”. Recentemente, ele argumentou que sua intenção é “mostrar concretamente a proximidade da igreja a todos aqueles que, encontrando-se em diversas situações, pedem ajuda para percorrer um caminho de fé”.

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