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Paquistão tem eleições marcadas por violência e denúncia de fraude

sexta-feira, 09 de fevereiro 2024

Nesta quinta-feira, 08, milhões de paquistaneses viveram um dia de tensão enquanto iam às urnas para eleger um novo primeiro-ministro. O governo do país chegou a cortar o acesso à internet de todo o território e a fechar algumas fronteiras terrestres. O pleito também foi marcado por denúncias de fraude e por episódios de violência, que culminaram na morte de mais de 30 pessoas desde a terça-feira, 06.


De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério do Interior, as restrições temporárias foram implementadas por motivos de segurança. “Como resultado dos recentes incidentes de terrorismo no país, vidas preciosas foram perdidas, as medidas de segurança são essenciais para manter a situação da lei e da ordem e lidar com possíveis ameaças”, disse a pasta. Mais tarde, o diretor de uma organização que monitora a internet, a Netblocks, relatou à mídia internacional que a suspensão estava entre as “mais rigorosas e extensas” que já foram observadas em qualquer outro país.

Na véspera das eleições, pelo menos, 28 pessoas perderam a vida em explosões que ocorreram próximas de escritórios de candidatos rivais em um atentado que teve a autoria reivindicada pelo Estado Islâmico. As autoridades mobilizaram mais de 650 mil militares, paramilitares e policiais para atuarem durante a votação. Um agente de segurança faleceu diante de um ataque na província de Khyber Pakhtunkhwa, noroeste do Paquistão. Antes disso, outros dois integrantes das forças de segurança morreram quando uma bomba explodiu perto de uma assembleia de centro de votação na província do Baluchistão.
Ao todo, quase 128 milhões de paquistaneses estavam registrados para votar na quinta-feira.

Os portões de votação fecharam às 17h do horário local, o que corresponde às 9h da manhã no horário de Brasília. No entanto, não foi segredo entre os eleitores a falta de confiança no processo. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup, por exemplo, revelou que 70% da população não acreditava na transparência do pleito.
Conforme os relatórios de intenção de voto, a expectativa é que o ex-premiê Nawaz Sharif, de 74 anos, seja eleito. O político, que é associado ao Exército e líder do partido Liga Muçulmana do Paquistão, retornou do exílio no último mês de outubro. Caso realmente venha a vencer a disputa para o cargo de primeiro-ministro, ele estará à frente do Paquistão pela quarta vez.

O principal rival político de Sharif, é o também ex-premiê Imran Khan, de 71 anos, que não pôde concorrer nas eleições porque foi condenado a três longas penas de prisão pela venda ilegal de presentes recebidos enquanto era chefe de Estado. O caso aumentou as suspeitas da população quanto a existência de parcialidade por parte da Justiça. Membros do partido de Khan chegaram a ser detidos ou forçados a deixar o país, bem como não havia autorização para a realização de campanhas.

O Exército paquistanês foi responsável pelo governo durante décadas, porém, em 2013, pela primeira vez o país teve uma liderança civil. Em 2018, quando foi eleito, Khan recebeu apoio dos militares, porém, desafiou a instituição quando os acusou de orquestrar a sua destituição do cargo de primeiro-ministro em 2022. É importante destacar, contudo, que mesmo diante do favoritismo indicado pelas pesquisas, o resultado pode variar de acordo com a taxa de comparecimento da população às urnas.

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