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Portugal vai combater intolerância a brasileiros através de conscientização dos professores

Com os recentes relatos de discriminação e da preocupação dos pais portugueses com crianças com sotaque brasileiro nas escolas, o Ministério da Educação informou que vai aumentar e conscientizar os professores do ensino público do país a reconhecer a diversidade do português do mundo.

Foto: Reprodução / MF Press Global

O secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, informou a iniciativa por uma transmissão. Questionado se os casos de preconceito tenham a ver com o envelhecimento do corpo docente e o crescimento dos estudantes brasileiros nas escolas e universidades, onde o país não estaria preparado para essa mudança, ele discordou.

“Na prática, o primeiro passo tem sido dar formação sobre a diversidade e tolerância linguística. Este tem sido um foco de atuação do Ministério da Educação, que já tem investido muito na formação dos professores, mas talvez tenhamos que investir mais neste tipo de ação. O foco tem que ser este” — disse Costa.

Ainda de acordo com Costa, os professores mais resistentes têm a tendência de discriminar, humilhar e até reprova alunos brasileiros. Com inúmeros casos se arrastando por anos, as informações do crimes não chegam aos corredores do Ministério da Educação, afirma o secretário.

“Esses relatos não têm chegado ao Ministério da Educação. Temos consciência de que há muito trabalho a fazer. É uma área na qual temos que investir mais na capacitação dos professores. Estes casos que têm ganhado voz em função de algum comportamento de discriminação da língua, felizmente não têm expressão muito grande em Portugal”.

Em contra partido dos pais portugueses, as famílias brasileiras pedem mais tolerância com alunos estrangeiros, que acabam sofrem várias traumas ainda na infância, por sua forma de falar o português.

Outro “problema” para os pais portugueses é a grande quantidade de conteúdos brasileiros para as crianças e jovens, e Costa afirma ” não há como lutar contra a riqueza real do idioma”.

“Sou português, nasci em Portugal e sei que, numa língua que é falada em diferentes países, tenho que ter tolerância para as diferentes normas. Antes, o “brasileiro” entrava em Portugal pelas novelas. Hoje, já temos locutores brasileiros. Tenho 49 anos e quando eu era menino não se dizia tchau em Portugal, que é o ciao italiano. Mas não se dizia e entrou no país com o “brasileiro”. Assim como a palavra fofoca. Este é o normal da língua” — finalizou.

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