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Premiê eslovaco diz que ataque veio de “ativista da oposição”

quinta-feira, 06 de junho 2024

O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, comentou, nesta quarta-feira, 05, pela primeira vez sobre a tentativa de assasinato que sofreu no último dia 15 de maio enquanto cumprimentava apoiadores depois de uma reunião de governo na cidade de Handlova. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o premiê informou que poderá retornar ao trabalho na virada de junho para julho e que não havia razão para acreditar que o ataque a tiros tivesse sido perpetrado por um “lunático solitário”, mas sim por um “ativista da oposição”.
De acordo com o hospital onde ele estava se recuperando, Fico foi transferido para tratamento domiciliar. No dia do crime, o premiê foi atingido no abdômen por quatro tiros em curta distância e levado para o atendimento médico em estado grave. A primeira cirurgia a qual foi submetido durou mais de cinco horas e, posteriormente, uma outra intervenção foi necessária. O homem responsável pelo ataque foi preso pelas autoridades no mesmo dia e identificado como Juraj C.
Os promotores o acusaram de tentativa de assassinato premeditado e um tribunal definiu que o homem deveria ser mantido sob custódia. O ministro do Interior da Eslováquia, Matúš Šutaj-Eštok, revelou à imprensa que o suspeito havia relatado aos policiais que a ação teria sido motivada pela discordância que sentia em relação ao governo e suas reformas. Entre elas, o ministro citou a decisão de abolir o gabinete do procurador especial, a de parar de fornecer assistência militar à Ucrânia, a reforma do serviço público de radiodifusão e a demissão do chefe do conselho judicial.
Conforme Šutaj-Eštok, o acusado já teria participado de protestos antigovernamentais no passado e decidiu agir contra Fico após o resultado das eleições que lhe garantiram um novo mandato à frente do país, em novembro do ano passado. Ao tribunal, o responsável pelos disparos afirmou que tinha a intenção de ferir o premiê, mas não desejava matá-lo. A arma utilizada no crime já estava sob posse do atirador há mais de 30 anos, segundo a Justiça.
O governo de Robert Fico está envolvido em uma série de polêmicas relacionadas com as reformas defendidas por ele. Partidos de oposição lideraram protestos contra a gestão do premiê após as decisões citadas pelo ministro do Interior. No entanto, a maior parte das manifestações registradas nesse sentido foram pacíficas.
Além disso, Fico venceu as eleições apresentando uma plataforma pró-Putin e já expressou opiniões contrárias sobre assuntos como casamento entre pessoas do mesmo sexo, a adoção de crianças por esses casais e a imigração de muçulmanos para a Eslováquia. Durante a pandemia, ele comparou as vacinas contra a covid-19 com armas biológicas. O último mandato do primeiro-ministro, entre 2012 e 2018, foi finalizado com uma renúncia resultante de pressão exercida pela oposição devido ao assassinato de uma jornalista que investigava a corrupção em seu governo. Antes disso, o político havia estado à frente do território eslovaco entre 2006 e 2010.
É válido ressaltar que este foi o primeiro caso de tentativa de assassinato contra um líder europeu em mais de 20 anos e causou profundas preocupações em outras autoridades do continente. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, por exemplo, argumentou que atos semelhantes “minam a democracia, o nosso bem comum mais precioso”.

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