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“Prêmio por terrorismo”, diz Netanyahu sobre reconhecer Palestina

quinta-feira, 23 de maio 2024

Após países europeus como Irlanda, Noruega e Espanha terem anunciado que decidiram reconhecer o Estado Palestino nesta quarta-feira, 22. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a atitude representa uma espécie de “prêmio pelo terrorismo”. “Este seria um Estado terrorista. Tentaria fazer o massacre de 7 de outubro várias vezes, e com isso não concordaremos”, disse o premiê, em referência aos ataques do grupo radical islâmico Hamas em outubro do ano passado, que desencadearam uma escalada de violência na região.
Em sua fala, Netanyahu reforçou novamente que Israel não se intimidará em vencer os embates que estão ocorrendo contra o Hamas, na Faixa de Gaza. O reconhecimento, que deve entrar em vigor nos três países citados já no próximo dia 28 de maio, também foi criticado pelos norte-americanos, que são os principais aliados dos israelenses na guerra, mas ressaltaram que o presidente Joe Biden é um dos defensores da chamada solução de dois Estados. “Ele acredita que um Estado palestino deve ser realizado através de negociações diretas entre as partes, e não através de reconhecimento unilateral”, afirmou um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional à CNN.
Até o presente momento, um total de 130 dos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) já reconheceram a Palestina, conforme informações da Organização para a Libertação da Palestina. Ao anunciar a novidade, que provavelmente significará danos ao relacionamento com Israel, o primeiro-ministro irlandês, Simon Harris, informou que Irlanda, Noruega e Espanha deverão tomar “todas as medidas nacionais necessárias para dar cumprimento a essa decisão”.
Em uma resposta rápida à atitude, o governo de Israel ordenou a retirada imediata dos embaixadores israelenses na Irlanda e na Noruega. O ministro de Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, garantiu que seu país não vai se conter “contra aqueles que minam a sua soberania e põem em perigo a sua segurança”. “A Irlanda e a Noruega pretendem enviar hoje uma mensagem aos palestinos e a todo o mundo: o terrorismo compensa. Depois de a organização terrorista Hamas ter levado a cabo o maior massacre de judeus desde o Holocausto, depois de ter cometido os crimes sexuais mais horríveis que o mundo já viu, estes países optaram por recompensar o Hamas e o Irã e reconhecer um Estado palestino”, criticou Katz em um comunicado divulgado pela pasta.
Jonas Gahr Støre, premiê norueguês, argumentou que a guerra em Gaza “deixou claro que o alcance da paz e da estabilidade deve ser previsto na resolução da questão palestina”. “No meio de uma guerra, com dezenas de milhares de mortos e feridos, devemos manter viva a única alternativa que oferece uma solução política tanto para israelenses como para palestinos: dois Estados, vivendo lado a lado, em paz e segurança”, afirmou.
Já o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchéz, explicou que a decisão de seu governo foi motivada pela “paz, coerência e justiça”. “Este reconhecimento não é contra o povo de Israel e certamente não é contra os judeus […] Não é a favor do Hamas. É a favor da coexistência”, justificou Sanchéz.

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