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Putin é reeleito com votação recorde, dizem pesquisas

segunda-feira, 18 de março 2024

Como já era previsto, Vladimir Vladimirovitch Putin foi reeleito por mais seis anos como presidente da Rússia, com número de votos e de comparecimento às urnas recordes na história pós-soviética do país. Não havia dúvidas pelo real apoio de um líder que tem 86% de aprovação em sondagens independentes e pelas fartas acusações por parte da minguante oposição de que houve fraudes e abuso do poder político para garantir o resultado desenhado pelo Kremlin.
Até os protestos do “Meio-dia contra Putin”, que levaram muitos russos no país e fora dele a engrossar filas às 12h (6h em Brasília) para demonstrar descontentamento com a eleição a pedido dos apoiadores do falecido opositor Alexei Navalni, tiveram grau de previsibilidade. Ocorreram sob forte escolta policial e mínimos incidentes.
Os resultados parciais da eleição, até o fechamento desta edição, confirmaram as pesquisas. Putin teve, segundo levantamento do instituto estatal FOM, 87% dos votos, acima do que o Kremlin projetava. A seguir vieram três deputados que cumpriam tabela, o comunista Nikolai Kharitonov, com 4,7%; o liberal Vladislav Davankov, com 3,6%; e o ultranacionalista Leonid Sluski, com 2,5%.
Uma segunda sondagem, do também estatal VTsIOM, apontou dados com variações, com o presidente marcando 87,8%. O comparecimento ficou acima dos já recordistas 67,7% de 2018. A divisão da votação principal em três dias facilitou o impulso, com empresas incentivando funcionários a ir às urnas.
Acusação de fraude
Apesar do favoritismo de Putin mesmo que a eleição fosse na Dinamarca, país menos corrupto do mundo segundo a Transparência Internacional, medidas foram tomadas para garantir um passeio no parque. Elas incluíram a exclusão de duas candidaturas abertamente críticas às políticas do Kremlin e, no dia da votação, grande presença policial junto às filas que se formaram em postos de votação de cidades como Moscou, São Petersburgo e Iekaterimburgo.
Segundo os críticos do governo russo (que operam de forma virtual, pulverizada e no exílio, a maioria), a isso foram adicionadas fraudes, como o enchimento de urnas com votos para Putin. A possibilidade de voto pela internet em 27 das 83 unidades da Federação Russa, usada por quase 10% dos 85 milhões que foram às urnas, também é apontada como suspeita.
O Kremlin descarta as acusações como propaganda, e de resto o resultado será desdenhado de qualquer modo no Ocidente. Uma das maiores votações de Putin foi na região ocupada de Donetsk, na Ucrânia: 95%. “É óbvio que as eleições não foram nem livres, nem justas”, disse em nota a Casa Branca. “O ditador russo simulou outra eleição”, afirmou o presidente ucraniano, país invadido por Putin em 2022, Volodimir Zelenski.
Seja como for, o fato incontornável é que o homem que comanda o maior arsenal nuclear do mundo e promove a maior guerra em solo europeu desde 1945 sela com a vitória grandiloquente um momento positivo nos quase 25 anos de poder dele.

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