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Mundo

Rússia fará exercícios militares junto de China e Irã

quinta-feira, 20 de janeiro 2022

A Rússia anunciou, nesta quinta-feira (20), que fará exercícios com sua Marinha em janeiro e fevereiro nos oceanos Atlântico, Ártico e Pacífico, além do Mar Mediterrâneo, em meio ao aumento das tensões com países do Ocidente e um temor de uma invasão à Ucrânia.

Segundo o governo russo, a operação contará com mais de 140 navios de guerra e de apoio, além de 60 aviões. Ao todo, 10.000 militares farão parte das ações. Esses exercícios vão ocorrer em “águas e mares adjacentes ao território russo” e em “zonas de importância operacional nos oceanos do mundo”, justificou o Ministério da Defesa.
“O principal objetivo é colocar em prática o envio de forças navais, aéreas e espaciais para proteger os interesses nacionais russos nos oceanos do mundo, além de combater as ameaças militares à Rússia nos mares e oceanos”, disse o Kremlin.

Moscou planeja ainda realizar manobras navais em conjunto com o Irã e a China, dois dos maiores adversários dos Estados Unidos hoje. A previsão é de que esses exercícios comecem na sexta (21) e durem três dias pelo Oceano Índico.

“Melhorar a capacidade de combate e a prontidão, fortalecer os laços militares entre a Marinha iraniana e a China e a Rússia, garantir a segurança comum e combater o terrorismo marítimo estão entre os principais objetivos desses exercícios”, disse o presidente do Irã, Ebrahim Raisi, em visita a Moscou.

A crise com a Ucrânia começou após a Rússia enviar 100 mil soldados à fronteira com o país, no que países ocidentais afirmam que é uma ameaça de invasão, que pode se concretizar nas próximas semanas. Moscou nega invadir o vizinho, mas tem usado a ameaça como uma carta para tentar impedir o avanço da Otan, aliança militar de países ocidentais, pela região, travando a adesão da Ucrânia ao grupo.

Em meio ao impasse, o país tem expandido suas operações militares na região e começou, nesta semana, a enviar soldados para Belarus, para exercícios nas fronteiras com a Ucrânia e países da União Europeia.

Sanções
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta a imposição de sanções a quatro autoridades e ex-autoridades da Ucrânia, acusadas de se envolverem em campanhas de desinformação da Rússia para desestabilizar a Ucrânia.
Entre os alvos estão dois membros do parlamento ucraniano, Taras Kozak e Oleh Voloshyn, além de Volodymyr Oliynyk e Vladimir Sivkovich, ex-autoridades do país, informou o Departamento do Tesouro dos EUA em comunicado.

Segundo o governo americano, eles agem sob comando da agência de inteligência russa FSB e fizeram parte da campanha da Rússia para desestabilizar países soberanos. Kozak controla canais de notícias na Ucrânia e apoiou planos para difamar membros do círculo íntimo do presidente ucraniano Volodimir Zelenski, além de acusá-lo falsamente de má gestão, disse o governo americano.

Oliynyk, que fugiu da Ucrânia para a Rússia, trabalhou com a FSB para coletar informações sobre a infraestrutura do país, segundo os americanos. Já Sivkovich, ex-funcionário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, tentou construir apoio para a Ucrânia ceder oficialmente a Crimeia à Rússia, disse o governo Biden.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que está na Europa, alertou em comunicado que os serviços de inteligência russos têm recrutado autoridades ucranianas para obter acesso a informações confidenciais antes de uma possível invasão.

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