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Seis pessoas são presas em Hong Kong por publicações na internet

quarta-feira, 29 de maio 2024

As primeiras prisões referentes a uma nova lei de segurança nacional em Hong Kong aconteceram nesta terça-feira, 28. Seis pessoas foram detidas pelas autoridades por publicações consideradas “sediciosas” nas redes sociais. A suspeita é que tais cidadãos tenham cometido atos com intenções desordeiras, conforme descreveu a polícia.
De acordo com as informações divulgadas, os indivíduos sob custódia teriam se aproveitado de uma “data sensível” que está se aproximando para publicar anonimamente as mensagens inadequadas nas redes sociais desde abril. Segundo os policiais, o objetivo era “incitar o ódio dos cidadãos às autoridades centrais, ao governo municipal e ao Poder Judiciário, e incitar os internautas a organizar ou participar em atividades ilegais futuramente”.
O comunicado oficial não especificou de qual “data sensível” se falava, porém, na próxima terça-feira, 04, o Massacre da Praça da Paz Celestial, que ocorreu em Pequim, completará 35 anos. Tal momento histórico foi apagado dos registros pelas autoridades chinesas. Por décadas, Hong Kong foi o único local no território onde ocorriam manifestações em homenagem aos defensores da democracia que morreram durante a repressão dos militares chineses.
Entre os presos de ontem, há cinco mulheres e um homem, cujas idades variam entre 37 e 65 anos. As autoridades informaram que, caso sejam condenados, podem enfrentar penas de até 7 anos de reclusão. “Aqueles que pretendem pôr em perigo a segurança nacional não devem ter a ilusão de que podem evitar a investigação policial permanecendo anônimos online”, alertaram os policiais.
A legislação em questão foi aprovada por unanimidade pelos parlamentares em março. Internacionalmente, a lei, conhecida como “Artigo 23”, foi criticada por aqueles que a veem como uma forma de minar as liberdades na cidade que é controlada pela China. A aprovação aconteceu às pressas por um pedido do chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, e o debate sobre o tema durou apenas 11 dias. Para ele, a lei “cumpriu uma missão histórica, fazendo jus à confiança depositada em nós pelas autoridades centrais”.
Foram introduzidos 39 novos crimes de segurança nacional, somando-os a uma outra legislação que já havia sido imposta por Pequim em 2020, devido ao contexto dos grandiosos protestos pró-democracia que aconteceram um ano antes.

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