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UE alerta para risco iminente de guerra regional no Oriente Médio

sexta-feira, 19 de abril 2024

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, afirmou nesta quinta-feira, 18, que o Oriente Médio está à beira de um conflito regional diante do aumento de tensões entre Israel e Irã. “Não podemos escalar. Não podemos ir passo a passo respondendo cada vez mais até chegarmos a uma guerra regional”, pontuou o principal diplomata do bloco europeu. De acordo com ele, é necessário que os líderes do continente peçam ao governo de Benjamin Netanyahu que tenha uma “resposta contida” aos ataques aéreos iranianos que ocorreram no último fim de semana.
Os iranianos justificaram a operação como uma resposta a um outro ataque, um bombardeio ao consulado do país na Síria, que teria sido orquestrado pelos israelenses no início do mês. Israel, no entanto, nunca reivindicou responsabilidade pela ação. “Isso [a guerra regional] enviará ondas de choque para o resto do mundo, mas particularmente para a Europa”, alertou Borrell.
Os comentários ocorrem após o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Cameron, ter declarado que as maiores economias do mundo poderiam coordenar sanções contra o Irã, demonstrando uma “frente unida”. Depois do ataque ao território israelense, a União Europeia anunciou que iria ampliar as sanções a serem impostas contra o Irã. “É um sinal claro que queremos enviar”, disse o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, depois de uma reunião da cúpula do bloco realizada nesta semana. Os norte-americanos também estão planejando sanções aos iranianos relacionadas com os acontecimentos recentes.
Paralelamente, o comandante encarregado da segurança nuclear da Guarda Revolucionária do Irã, Ahmad Haghtalab, revelou ontem que seu país poderá rever a “doutrina nuclear” existente atualmente, o que levantou preocupações sobre o programa nuclear iraniano, sobre o qual as autoridades sempre garantiram ser estritamente utilizado para fins pacíficos. “Uma revisão de nossa doutrina e política nuclear, bem como das considerações previamente comunicadas, é inteiramente possível”, pontuou Haghtalab.
O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, teria a palavra final sobre o programa que é controverso no cenário internacional, uma vez que as nações ocidentais sempre levantaram suspeitas de que estaria sendo desenvolvido com fins militares. Em outras diversas ocasiões, Khamenei já afirmou que Teerã nunca teve o objetivo de construir ou utilizar armas nucleares, sendo tal ação, inclusive, proibida pela religião professada no território.

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