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Nacional

10 de dezembro: dia da inclusão social; entenda a importância

quinta-feira, 10 de dezembro 2020

A inclusão social de pessoas portadoras de necessidades especiais ainda é bastante complexa no Brasil. Esse termo é usado para designar toda e qualquer política de inserção de pessoas ou grupos excluídos na sociedade. Portanto, falar de inclusão social é remeter ao seu inverso, a exclusão social.

Reprodução

Contudo, uma política inclusiva não é tarefa fácil. A base de sustentação dessa questão se dá, essencialmente, na formação dos profissionais da área da educação.

Portadores de necessidades especiais, sejam físicas ou mentais, sofrem tanto nas escolas como também no mercado de trabalho. Além deles, também sofrem aqueles que não têm as mesmas oportunidades dentro da sociedade, por suas condições sócio-econômicas, de gênero, raça ou pela falta de acesso às tecnologias (denominada exclusão digital).

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos resume alguns dados que podemos considerar como exemplos de exclusão social:

– 125 milhões de crianças no mundo não frequentam a escola, sendo dois terços delas mulheres.

– Somente 1% dos deficientes físicos frequentam a escola em países subdesenvolvidos e emergentes.

– 12 milhões de crianças morrem por problemas relacionados com a falta de recursos por ano.

Sem inclusão, não há democracia — por isso, ela é tão importante. A questão passa por um exercício de compaixão e empatia, de se colocar no lugar do outro e perceber quais são as suas necessidades.

Há algum tempo, os grupos que defendem a inclusão em todos os espaços definiram alguns passos fundamentais, que são válidos até hoje:

mudança da visão social: é preciso um trabalho contínuo e permanente de sensibilização da sociedade;

inclusão escolar: ao entrarem na escola, as crianças que têm alguma deficiência devem ser integradas no ambiente de aprendizagem e nas relações professor-aluno e aluno-aluno;

instituição de mecanismos fortalecedores de direitos: destinação de verbas públicas para políticas de inclusão e participação das entidades de defesa das pessoas com deficiências nos espaços de decisão;

cumprimento da legislação: o Estatuto da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 13.146/2015. O capítulo IV fala especificamente sobre o direito à educação e o dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade de assegurarem esse direito;

utilização da mídia, cibercultura e novas tecnologias: os meios de comunicação têm um importante papel na difusão do pensamento inclusivo. Além disso, a tecnologia desempenha a função de criar ferramentas para facilitar o acesso, como programas de computador para deficientes visuais e auditivos, entre outros aparelhos.

Mais do que um esforço do governo em suas diferentes escalas, é preciso também uma maior ação social para a promoção de políticas de inclusão social. Isso envolve diversas áreas da sociedade, como a educação, a cultura, entre outros. Por isso, esforços coletivos e individuais que visem romper preconceitos e ações coercitivas são necessários para uma melhor vivência cotidiana.

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