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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022.
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Nacional

Bolsonaro deve adiar plano de derrubar máscaras

O Ministério da Saúde deve adiar o lançamento de recomendações sobre a retirada de máscaras ao ar livre. A previsão era apresentar um estudo antes do Natal, mas a variante ômicron do Sars-CoV-2, vírus que causa a Covid, fez a pasta mudar os planos. A decisão sobre desobrigar o uso da proteção só deve ser tomada em 2022, pois ainda é preciso ter mais dados sobre os impactos da nova cepa, dizem integrantes do governo.

A publicação do estudo sobre as máscaras era uma vontade do presidente Jair Bolsonaro (PL), mas foi suspensa para evitar críticas. O documento teria força simbólica e seria um aceno à base bolsonarista. Os municípios não seriam obrigados a seguir a recomendação do governo federal.

Em 10 de novembro, o ministro Marcelo Queiroga (Saúde) disse que iria “trabalhar firmemente para ter um Natal sem máscara”. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também reavalia a liberação do equipamento de proteção. Ele pediu ao comitê científico do governo paulista nova avaliação sobre a necessidade do uso da proteção em ambientes abertos.

Na semana passada, o tucano anunciou que elas não seriam mais obrigatórias a partir do dia 11 de dezembro, caso os índices de casos, internações e mortes por Covid-19 seguissem baixando em São Paulo.

Iniciativas
Mesmo antes da descoberta da ômicron, especialistas questionavam iniciativas de desestimular a cobrança das máscaras. A chegada da variante colocou o governo Bolsonaro em alerta, mas ainda há forte resistência para adotar restrições mais duras, como o chamado passaporte da vacina para quem entra no Brasil.
A Secretaria da Saúde paulista confirmou nesta quarta-feira (1º) o terceiro caso da variante ômicron no Brasil. Há ainda casos suspeitos, sob investigação, no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

O governo Bolsonaro vetou o desembarque de viajantes de seis países africanos que registraram casos da variante. O Planalto ainda avalia ampliar a lista, a pedido da Anvisa, para dez nações sob restrições.
Na sexta-feira (26), o Ministério da Saúde fez um alerta às secretarias de saúde sobre a nova forma do vírus, potencialmente mais transmissível. No documento, a pasta comandada por Queiroga também reforça medidas de precaução.

Medidas
Entre elas, o uso de máscaras, além do distanciamento social, a higienização das mãos, a limpeza e a desinfecção de ambientes e o isolamento de casos suspeitos e confirmados conforme orientações médicas.
“Estas medidas devem ser utilizadas de forma integrada, a fim de controlar a transmissão da Covid-19 e suas variantes, permitindo também a retomada gradual das atividades desenvolvidas pelos vários setores e o retorno seguro do convívio social”, diz a mensagem.

Como revelou a Folha, o governo ignora desde 12 de novembro o pedido da Anvisa de cobrar o certificado de vacinação de quem entra no Brasil.

Uma das barreiras para cobrar o passaporte da vacina é o discurso negacionista de Bolsonaro. Desde o começo da pandemia ele distorce dados e lança dúvidas sobre a eficácia de distanciamento social, vacinas e máscaras.

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