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Brasil: 64,2 milhões de pessoas vivem em insegurança alimentar

sexta-feira, 26 de abril 2024

O Brasil tinha quase 64,2 milhões de pessoas vivendo em domicílios classificados com algum grau de insegurança alimentar (leve, moderada ou grave) em 2023. É o que apontam dados, da Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nessa quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A escala utilizada pelo levantamento contabiliza desde endereços com incerteza quanto ao acesso aos alimentos no futuro até os casos mais extremos, de locais já afetados pela fome. O contingente de quase 64,2 milhões morava em 21,6 milhões de lares identificados com insegurança alimentar.
Esse número correspondia a 27,6% do total de domicílios no país em 2023 (78,3 milhões). A proporção perdeu força na comparação mais recente da série histórica do IBGE, embora o problema ainda afete quase três em cada dez lares.
O percentual de domicílios em insegurança alimentar era de 36,7% (ou 25,3 milhões) no levantamento do órgão que havia investigado o tema pela última vez, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (FOP) 2017-2018. Apesar de os levantamentos serem diferentes, os resultados podem ser analisados em conjunto porque seguem a mesma metodologia, indica o IBGE.
O Instituto utilizou critérios da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia) para identificar os domicílios em condição de segurança ou insegurança alimentar. O órgão não pesquisou o tema no intervalo entre a POF 2017-2018 e a Pnad 2023. Durante esse vácuo, o país amargou os efeitos da pandemia de covid-19.
Com a crise sanitária e econômica, famílias perderam renda e sentiram a disparada dos preços dos alimentos. Cenas de brasileiros em busca de doações e até de restos de comida ganharam evidência à época.

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