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Nacional

Brasil registra 4,1 milhões de casos prováveis e 1.937 mortes por dengue

terça-feira, 30 de abril 2024

O país ultrapassou a marca de 4,1 milhões de casos prováveis de dengue em 2024, segundo dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, atualizado nessa segunda-feira (29). Foram registradas 1.937 mortes pela doença. Esses são os maiores números da série histórica, registrada pela Saúde desde 2000.
O último ano do recorde da doença foi 2015, quando o Ministério registrou 1.688.688 casos prováveis da doença. Apesar dos números, há tendência de queda dos casos. Além das mortes confirmadas, ainda existem 2.345 em investigação.
Segundo o painel, a maioria das mortes foi registrada no Estado de São Paulo (468), seguido de Minas Gerais (318), do Distrito Federal (290), Paraná (221) e de Goiás (137). A incidência da doença é maior na Região Sudeste (3.060), onde foram registrados mais de 2,5 milhões de casos prováveis, no Centro-Oeste (2.970) e no Sul (2.499).
Os casos de dengue criaram uma “situação de emergência” nas Américas, embora os casos em áreas críticas da Argentina e do Brasil pareçam ter se estabilizado, afirmou o chefe da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), médico brasileiro Jarbas Barbosa, na semana passada. A Opas, ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS), confirmou mais de 5,2 milhões de casos de dengue em toda a América este ano, aumento de mais de 48% em relação aos 3,5 milhões de casos relatados pelo grupo no final do mês passado.
Mais de 1.800 pessoas morreram da doença viral transmitida por mosquitos, aumento em relação aos mais de mil óbitos relatados no mês anterior, no período até março. Barbosa ressaltou que o fornecimento de uma vacina existente contra a dengue é “muito limitado” e mesmo uma vacinação em larga escala não teria um impacto imediato na interrupção do surto em curso.
Na semana passada, o Ministério da Saúde ampliou a vacina contra a dengue para 625 novos municípios. A imunização contra a doença chegará a 1.330 cidades do país.

Epidemia
Todos os distritos da cidade de São Paulo já estão com epidemia de dengue, segundo o boletim epidemiológico divulgado ontem (29). Até a última semana, somente Moema e Jardim Paulistana, nas zonas sul e oeste de São Paulo, respectivamente, não tinham incidência acima de 300 casos por 100 mil habitantes, considerado como métrica pela OMS para classificar a epidemia.
Apesar de epidêmicos, os distritos de Moema (304,1), Jardim Paulista (329,0), Saúde (366,2), Vila Mariana (373,8) e República (395,5) possuem as incidências mais baixas da cidade. Na ponta dos mais altos, estão Jaguara (10.598,1), São Miguel (7.039,2), São Domingos (4.569,6), Itaquera (4.561,4) e Guaianases (4.156,7).
A incidência no Município de São Paulo é 1.832,7, com 220.029 casos registrados apenas em 2024. Em relação às mortes, foram confirmadas 105. Em uma semana, houve alta de 56,7%. Na Capital, 236 óbitos permanecem em investigação.

Explosão
A explosão de casos de dengue ocorre desde 2023 no Brasil. O aquecimento global, o El Niño e a baixa adesão a medidas eficazes no combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus, são alguns dos motivos apontados para o grande crescimento de casos.
A cobertura vacinal da Qdenga, única vacina atualmente aprovada para uso no Sistema Único de Saúde (SUS), que previne contra hospitalizações e óbitos, está baixa. Em toda a cidade de São Paulo, as doses recebidas no início do mês, a única remessa enviada até agora pela Saúde, contempla apenas 0,95% do público-alvo: crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade.

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