32 C°

.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

aniversario
aniversario

Nacional

Brasileiros casam mais tarde e ficam juntos por menos tempo

quinta-feira, 28 de março 2024

Os brasileiros estão se casando cada vez mais velhos, aponta o novo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados, divulgados nessa quarta-feira (27), mostram que o país registrou 970 mil casamentos em 2022, o que representa aumento de 4% na comparação com o ano anterior.
A partir de 2015, o Brasil passou a registrar diminuição no número de casamentos. O ritmo de redução se acentuou em 2020, durante a pandemia de covid-19, quando o país registrou a maior queda comparada com o ano anterior (-25%). De mais de 1 milhão de casamentos em 2019, o país caiu para 700 mil em 2020.
Em 2021, o número de uniões subiu para 932 mil até chegar a 970 mil em 2022. Porém, segundo o IBGE, o número de casamentos ainda é inferior à média anual de 2015 a 2019, de 1,07 milhões. Os dados somam casamentos de casais heterossexuais e homossexuais.
Em comparação com 2021, houve aumento de 19,8% de casamentos civis homossexuais, saindo de 9.202 uniões para 11.022. O aumento foi maior entre casais compostos por homens (21,9%) do que entre mulheres (18,4%).

Idades
A idade média entre os homens que se casaram com alguém do mesmo sexo foi de 34,3 anos, contra 32,7 anos entre mulheres. Já no caso dos casamentos entre pessoas de sexos diferentes, a ideia média foi de 31,5 anos entre eles, contra 29,1 anos entre elas.
A taxa de nupcialidade legal no Brasil chegou a 5,9 em 2022. Isso significa que a cada 1 mil habitantes com 15 anos ou mais, 5,9 se casaram em 2022. Esse número já chegou a ser de 12,2 em 1980, caiu para 6,7 em 2010 e para 4,5 em 2020.
O Nordeste e o Sul registraram as menores taxas (5,1 e 5,3 casamentos por 1 mil habitantes, respectivamente), enquanto o Sudeste e Centro-Oeste, as maiores (6,5 e 6,7).
Em relação aos casamentos heterossexuais, a idade das pessoas que se casaram em 2022 aumentou tanto para homens quanto para mulheres, independente do estado civil prévio. Em 2000, 6,3% das mulheres que se casaram tinham 40 anos ou mais de idade. Em 2022, 24,1% dos casamentos civis ocorreram com mulheres nesta faixa etária.
Para a psicanalista Bárbara Cristina Barbosa, a população deixar para se casar mais tarde pode ser um reflexo da chamada “geração canguru”, apelido dado para a parcela da população que retarda a saída da casa dos pais. Para ela, alguns fatores podem explicar a queda do casamento entre os mais jovens e o aumento entre os mais velhos. Entre eles, estão o fato de que a união não é mais vista como um ritual que demonstra para a sociedade que aquela pessoa ficou adulta.
Além disso, cada vez mais há uma tendência pela dedicação a estudos e especializações. “Muitos pensam que não querem passar pelo mesmo que os pais, que se casaram cedo. Os desejos mudaram, a construção de uma família não é algo tão presente quanto antes”, diz a psicanalista.
Barbosa também cita que, antigamente, sair de casa significava liberdade sexual. Porém, muitas famílias hoje aceitam que os filhos levem seus parceiros para casa.

Divórcio
Ao todo, o país registrou 420.039 divórcios em 2022, aumento de 8,6% em relação ao número de rompimentos contabilizados em 2021, que somaram mais de 386 mil casos. Em relação às regiões, o Centro-Oeste e o Nordeste apresentaram os maiores aumentos entre 2021 e 2022, com 26,5% e 14%, respectivamente.
Em média, os homens se divorciaram mais velhos que as mulheres. Em 2022, na data do divórcio, eles tinham, em média, 44 anos, enquanto elas tinham 41 anos.
No Brasil, em 2010, o tempo médio entre a data do casamento e a data do divórcio era cerca de 16 anos. Em 2022, houve diminuição no tempo de duração do casamento para 13,8 anos.

hoje

Mais lidas

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com