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Déficit habitacional chega 6 milhões de moradias no Brasil

quinta-feira, 25 de abril 2024

No Brasil, o déficit habitacional chegou a 6 milhões de casas em 2022, o que representa 8,3% do total de habitações ocupadas no país. Em termos absolutos, na comparação com 2019 (5.964.993), houve aumento de cerca de 4,2% no déficit total.
Os dados foram divulgados nessa quarta-feira (24) pela Fundação João Pinheiro (FJP), instituição responsável por esse cálculo em parceria com a Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades. A predominância do déficit no país se dá em famílias com renda de até dois salários mínimos (R$ 2.640), prioritariamente aqueles da Faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal (74,5%).
No resultado geral, o componente “ônus excessivo com o aluguel urbano” (famílias com renda domiciliar de até três salários mínimos que gastam mais de 30% da renda com aluguel) se destaca, com 3.242.780 de domicílios, o que representa 52,2% do déficit habitacional. “A gente teve um período recente sem política pública de moradia, houve a crise sanitária e econômica, muitas famílias ficaram sem renda. As famílias que gastam mais de 30% da renda com aluguel”, disse a diretora executiva da ONG Habitat para a Humanidade Brasil, Socorro Leite. “Precisamos de política pública continuada com aumento de renda, além de ter investimento em infraestrutura das casas”, avaliou.
Segundo o estudo, as mulheres aparecem como 62,6% do total de responsáveis pelos domicílios (3.892.995) e as pessoas negras (exceto na região Sul do Brasil) são maioria em praticamente todos os componentes do déficit. O número absoluto por região é de 773.329 no Norte do Brasil; 1.761.032 no Nordeste; 499.685 no Centro-Oeste; 2.433.642 no Sudeste; e 737.626 na Região Sul. (Com Agência Brasil)

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