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Nacional

Falhas: clientes ficaram em média 10,4 horas sem energia em 2023

segunda-feira, 18 de março 2024

Ao longo de 2023, os consumidores brasileiros ficaram, em média, 10,4 horas sem eletricidade. O levantamento, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mostra que a situação melhorou em relação a 2022, mesmo com grandes apagões provocados por tempestades no ano passado, como em São Paulo e no Rio Grande do Sul.
O levantamento representa dado médio, tempo e número de eventos de interrupções divididos pelo total de consumidores. Em 2022, o brasileiro ficou 11,2 horas sem energia, com 5,47 cortes de fornecimento, em média, para cada um. Para a Aneel agência, houve melhora na qualidade de prestação do serviço entre 2022 e 2023, com redução no tempo médio e na frequência das quedas de energia.
Mesmo com a redução do tempo sem eletricidade, as distribuidoras com níveis altos de interrupção de energia pagaram mais compensações à Aneel no ano passado. Foram R$ 1,08 bilhão contra R$ 765 milhões de 2022. As compensações são pagas por meio de descontos na conta da luz.
De acordo com a Aneel, o aumento é consequência do aperfeiçoamento das regras de compensação para destinar mais valores a consumidores com “piores níveis de continuidade”. A Agência que regula o setor elétrico também divulgou o ranking de avaliação de grandes distribuidoras de energia. As companhias são avaliadas com base no tempo médio em que cada unidade consumidora ficou sem energia e no número médio de interrupções ocorridas. Cada empresa tem uma meta estabelecida pela agência reguladora, que avalia se os critérios foram cumpridos.
Somente as distribuidoras com mais de 400 mil consumidores foram avaliadas. Confira o ranking, da melhor para a pior classificação. Em alguns casos, houve empate: 1: CPFL Santa Cruz; 2: Equatorial Pará; 3: Cosern; 3: Energisa Sul-Sudeste; 5: Energisa Tocantins; 5: EDP Espírito Santo; 5: Energisa Paraíba; 8: Energisa Minas Rio; 9: CPFL Piratininga; 9: RGE; 11: Energisa Mato Grosso; 12: EDP SP; 13: CPFL Paulista; 13: Energisa Mato Grosso do Sul; 15: Energisa Sergipe; 15: Coelba; 17: Light; 18: Celpe; 18: Elektro; 18: Enel CE; 21: Enel São Paulo; 21: Enel Rio de Janeiro; 21: Equatorial Maranhão; 24: Celesc; 25: Copel; 27: Neoenergia Brasília; 28: CEEE Equatorial; e 29: Equatorial Goiás. (Com Agência Brasil)

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