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Nacional

Governo nomeará autoridade pública para coordenar ações federais no RS

quarta-feira, 15 de maio 2024

O presidente Lula (PT) nomeará uma “autoridade federal” para o Rio Grande do Sul, cargo que terá a função de monitorar e coordenar as ações federais para o Estado que vem sofrendo há mais de duas semanas com uma calamidade climática. O ocupante dessa vaga deverá ser indicado nesta quarta-feira (15), quando Lula pretende ir ao RS para visitar as áreas atingidas pelas inundações e anunciar um novo pacote de medidas.
Os cotados para assumir o cargo são o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, e o secretário nacional de Defesa Civil, Wolnei Wolff. Também circula no Palácio do Planalto o nome do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Paulo Pimenta.
Tanto Edegar Pretto como Pimenta são políticos que já ocuparam cargos eletivos e são lembrados como possíveis pré-candidatos ao Governo do Rio Grande do Sul em 2026. Por isso, alguns interlocutores no Planalto defendem o nome de um técnico, para evitar ruídos com o governador Eduardo Leite (PSDB), no momento de articulação e ações para enfrentar a calamidade pública.
A confirmação da intenção do governo de nomear um coordenador para o Rio Grande do Sul foi dada primeiramente pela primeira-dama, Janja, durante entrevista ao programa Rolê ICL, por redes sociais. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, também confirmou, depois, as intenções durante entrevista à GloboNews.
“O presidente anunciou que pretende colocar alguém para representar, pelo menos durante os primeiros meses, o Governo Federal”, afirmou o ministro, que depois acrescentou que esse mandato da autoridade coincidiria com o período de decretação da calamidade. “Toda a estrutura emergencial ou extraordinária que se cria ela obrigatoriamente você tem que indicar um prazo, se é provisório. Ao ser provisório, você indica o prazo. Isso não impede de vencido o prazo você renovar sucessivas vezes. [Será] até o fim da calamidade, a princípio”, completou.
O formato da autoridade federal está sendo trabalhado pela Advocacia-Geral da União (AGU). Há a expectativa de que o indicado atue como um secretário-extraordinário.

Frio
Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram que alguns municípios do Rio Grande do Sul registraram, nessa terça-feira (14), as temperaturas mais baixas do ano. A Capital gaúcha chegou a atingir 10ºC, mínima em 2024.
O Estado, que sofre com enchentes que já mataram mais de 140 pessoas, teve temperaturas ainda menores. Em Quaraí, a mínima foi de 2,1°C, e em Bom Jardim da Serra, 3ºC. Os municípios de Bagé, Canguçu, Dom Pedrito e Caçapava do Sul também ficaram abaixo dos 4ºC .
O frio intenso chega ao Estado que tem mais de 267 mil lares sem energia e quase 160 mil sem abastecimento de água, e as baixas temperaturas agravam a situação de milhares de pessoas que estão alocadas em abrigos provisórios. Segundo a Defesa Civil, mais de 500 mil pessoas estão desalojadas e quase 80 mil estão em abrigos públicos.
Especialistas apontam que a alterações térmicas, como quedas bruscas de temperatura, podem afetar o sistema imunológico, aumentando a vulnerabilidade do organismo a condições infecciosas. A concentração de um grande número de pessoas em locais fechados também pode contribuir para a propagação de bactérias.
Junto ao Inmet, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgaram, na semana passada, a chegada de uma frente fria intensa na região. As previsões dão conta de que as temperaturas podem chegar a 0ºC durante a semana nas regiões da campanha e da serra gaúcha, com possibilidade de geada.

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