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Nacional

MS incorpora cinco novos medicamentos e procedimentos ao SUS

quinta-feira, 23 de maio 2024

O Ministério da Saúde incorporou cinco novos medicamentos e procedimentos ao Sistema Único de Saúde (SUS) para atender pessoas com HIV, câncer de pulmão, asma e doença de Crohn. A estimativa é a de que, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil pacientes possam receber cuidados com esses novos produtos e técnicas.
Na área da oncologia, foi incorporado novo método de monitoramento de funções neuronais, utilizado em cirurgias de retirada de câncer no cérebro. O procedimento auxilia os médicos nos procedimentos cirúrgicos.
Também houve a inclusão do remédio durvalumabe, utilizado no tratamento de pacientes com câncer de pulmão. A recomendação é a de que ele seja utilizado somente em casos em que o tumor não pode ser removido cirurgicamente.
Para quem tem HIV, o Ministério passará a oferecer o fostensavir trometamol para o tratamento de pacientes adultos multirresistentes infectados pelo vírus. O produto é uma alternativa aos antirretrovirais disponíveis atualmente.
Na questão das doenças crônicas, foi ampliado o uso do mepolizumabe para o tratamento de pacientes com asma, com idades entre 6 e 17 anos. O medicamento já é usado no tratamento de adultos.
Houve a incorporação também do monitoramento do calprotectina fecal no intestino de pacientes com doença de Crohn. Trata-se de um biomarcador que apoia o diagnóstico e o monitoramento de quem possui a enfermidade, indicando atividade inflamatória. É um procedimento menos invasivo.

Tecnologia
Para o Rio Grande do Sul, a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, disse que o Governo Federal iniciou a estruturação da saúde digital no Estado, após os danos nas unidades em áreas alagadas, com a perda de serviços, rede de internet e equipamentos. “Estamos levando 1.500 equipamentos para substituir. Nós conversamos com o Núcleo de Telessaúde da UFRGS [Universidade Federal do Rio Grande do Sul] que já é ativo, mas vamos ampliar o apoio para que eles possam fazer mais ações”, afirmou.
Ela informou ainda que os 24 núcleos de Telessaúde de todo país também darão suporte em articulação com o núcleo do RS para oferecer as teleconsultas, telediagnósticos e o que for possível. “A Força Nacional está lá para fazer os atendimentos. Uma área que vai precisar no médio prazo e pode ser continuada pelo teleatendimento é a saúde mental.”
Durante evento na Feira Hospitalar 2024, a secretária explicou que a saúde digital engloba todas as tecnologias digitais emergentes utilizadas no processo assistencial, de vigilância de pesquisa, do complexo econômico industrial da saúde, mas por processo de atenção e cuidado de maneira abrangente. “A população é a razão de ser no caso da transformação digital do SUS. O esforço que estamos fazendo é para que ela [população] seja um usuário orientado. Então, é pensar a jornada de um usuário do sistema de saúde e como a gente pode desenhar o cuidado integral e continuado com o apoio do digital”, defendeu.
Como exemplo, Ana Estela Haddad citou o aplicativo “Meu SUS Digital”, que caminha para ser o prontuário do paciente na palma da mão, para que ele possa ter acesso a todos os documentos de saúde, como certificado de vacinação, agendamentos, exames, posição na fila de transplante, medicamentos prescritos e retirados, entre outras informações.
“Isso exige um ponto de vista do desenho do processo de atenção, mas também do ponto de vista da arquitetura da saúde pública, uma transformação de fato para que possamos alcançar isso”, disse a secretária.

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