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Nacional

Professora é presa no RJ acusada de chamar aluna de ‘preta do cabelo duro’

domingo, 09 de junho 2024

Uma professora da rede municipal do Rio de Janeiro foi presa em flagrante nesta sexta-feira (7) por suspeita de injúria racial contra uma aluna de 8 anos. Segundo a mãe da criança, na quarta (5) a professora chamou a aluna de “lixo”, disse que ela “fuma crack” e arremessou bolas de papel na direção da garota. Na sexta (7), ainda segundo a mãe, a docente chamou a aluna de “preta do cabelo duro”.

O caso aconteceu na escola municipal Estados Unidos, no Catumbi, no centro do Rio de Janeiro.
A mãe conta que registrou na ata da escola os dois episódios e na sexta chamou a Polícia Militar. Agentes do 4° BPM (São Cristóvão) estiveram no local e prenderam a professora em flagrante.

Durante a ocorrência, segundo a polícia, a servidora passou mal e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros a um hospital municipal da região. Pais e responsáveis fizeram um protesto na porta da escola pedindo justiça.

Após sair do hospital, a professora foi levada à 19ª DP (Tijuca) e autuada pelo crime de injúria racial. Ela passará por audiência de custódia. A reportagem não conseguiu contato com a defesa da professora até a publicação deste texto. A servidora, cujo nome não foi informado pela prefeitura, foi afastada das funções pela Secretaria Municipal de Educação, que instaurou sindicância. A pasta afirmou que ela pode ser exonerada ao término da apuração.

“Qualquer forma de discriminação contra alunos é inadmissível, rigorosamente combatida e punida”, disse a secretaria, em nota.

A mãe da aluna afirmou que já haviam sido feitas queixas à direção da escola a respeito das atitudes da professora, inclusive por um grupo de alunos. Ela afirma que a professora chegou a ser questionada pelos pais, durante reunião, por que batia com um pedaço de madeira na mesa, já que isso assustava os alunos, e respondeu, ainda segundo relato da mãe, que essa era sua forma de agir.

A prefeitura disse que os alunos e os responsáveis foram acolhidos e receberam apoio da equipe gestora. Afirmou ainda que a secretaria de Educação foi “uma das pioneiras no Brasil ao instituir a Gerência de Relações Étnico-Raciais (GERER), dedicada a implementar políticas e práticas educativas que combatam o racismo e valorizem a história e a cultura afro-brasileira e indígena”.
A mãe diz ainda que após sentir muita revolta pelas ofensas sofridas pela filha, agora está aliviada que a aluna não estudará mais com essa professora.

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