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Nacional

Salvatore Cacciola passa a noite em presídio comum no Rio

sexta-feira, 18 de julho 2008

O secretário de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro, Cesar Rubens Monteiro de Carvalho, informou ontem que não recebeu nenhum pedido formal sobre a transferência do ex-banqueiro Salvatore Cacciola do presídio Ary Franco, em Água Santa (zona norte do Rio), para Bangu 8. Com isso, Cacciola deverá passar a noite com presos comuns no presídio Ary Franco, onde não há cela especial.

Durante o dia, Cacciola ficou em uma sala administrativa do presídio e, segundo informações extra-oficiais, teria cortado o cabelo. Ele almoçou a mesma comida da diretoria do presídio e não a servida aos demais detentos. A refeição dos prisioneiros era arroz, feijão, purê e lingüiça. O cardápio da diretoria e de Cacciola não foi divulgado.

Um dos advogados do ex-banqueiro, Alan Bousso, disse que o pedido formal para Cacciola ir para Bangu 8 já foi feito e que a transferência depende da desocupação da cela especial que ele ficará. Segundou Bousso, há dois traficantes que ocupam a cela no Bangu 8 serão levados para Rondônia assim que houver vôo disponível. O advogado estimou que Cacciola saia do Ary Franco na manhã desta sexta-feira.

Segundo a secretaria, a Vara de Execuções Penais do Rio também não recebeu qualquer documento sobre o pedido de transferência de Cacciola. “O preso [Cacciola] permanecerá no Ary Franco até que a Justiça determine sua transferência”, afirma em nota a secretaria.

» Extradição. Cacciola desembarcou ontem no Brasil depois de uma viagem que o trouxe de Mônaco, onde estava preso desde setembro do ano passado. O avião que trazia o ex-banqueiro pousou no aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, por volta das 4h30.

Cacciola estava acompanhado por uma escolta formada por agentes da Polícia Federal e funcionários do Ministério da Justiça. Por decisão do STJ, não foi algemado pois não representava risco aos policiais que o acompanhavam.

Cacciola foi preso em Mônaco enquanto passava um final de semana de lazer, longe da Itália —país do qual tem a nacionalidade e de onde não poderia ser extraditado para o Brasil em decorrência de acordos diplomáticos. O ex-dono do Banco Marka estava foragido do Brasil havia oito anos. Ele foi condenado à revelia no Brasil a 13 anos de prisão pela prática de vários crimes.

» Foragido. Cacciola afirmou que nunca foi um foragido da Justiça. “A primeira coisa é que eu nunca fui um foragido. Fui para a Itália com passaporte carimbado”, disse.

Ele afirmou ainda estar “tranqüilo” e confiante na Justiça. Cacciola destacou que dez outras pessoas condenadas no mesmo processo estão livres e trabalhando. “A única diferença é que eu estava na Itália.” O ex-banqueiro disse também que foi um “erro” ter ido a Mônaco. O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira, 17, que, “tecnicamente”, o ex-banqueiro Salvatore Cacciola estava certo ao dizer que não era foragido, já que saiu formalmente do País, segundo as leis brasileiras. Barbosa ressaltou, no entanto, que é preciso esperar para saber que entendimento a Justiça terá do fato.

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