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Nacional

Servidores seguem em greve e universidades devem continuar sem aulas

quarta-feira, 26 de junho 2024

Os trabalhadores técnico-administrativos das universidades federais decidiram seguir em greve, mesmo após os professores aceitarem encerrar o movimento. Na segunda-feira (24), a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior Públicas no Brasil (Fasubra) deliberou por recusar acordo que será assinado com o governo Lula (PT) nesta quarta-feira (26), diferentemente do que farão os professores.
A posição é por seguir discutindo as propostas apresentadas pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, evitando uma decisão precipitada. Sem a volta dos técnicos às universidades, a avaliação das instituições é ser impossível operar normalmente. Eles são responsáveis pela manutenção do espaço, pelos restaurantes universitários e pela operação de laboratórios, por exemplo, necessários para aulas práticas.
Por isso, estudantes da Universidade Federal de São Paulo, por exemplo, resolveram boicotar as aulas até o retorno dos funcionários. Os técnico-administrativos deflagraram greve em 15 de março, cerca de um mês antes dos professores. Eles pediam por progressão de carreira mais rápida, além de reajuste salarial a partir deste ano.
A proposta do governo oferece progressão a cada cinco anos, permitindo chegar ao topo da tabela com 15 anos de serviços. Sobre o salário, Brasília prevê aumento percentual só a partir de janeiro de 2025, 9%. Isso irritou os servidores.
A greve dos professores das universidades federais terminou neste domingo (23), após 69 dias. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) afirmou que, em assembleia, a maioria das instituições filiadas optou por acabar com a paralisação.

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