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Opinião

25 de abril:o dia da liberdade

quinta-feira, 25 de abril 2024


É possível mensurar o valor da liberdade? Nas últimas décadas, temos experimentado a democracia e somos livres para nos expressar, escolher nossas profissões, relacionamentos, estilo de vida e como investimos nosso tempo e dinheiro.
Tudo isso foi conquistado com muito esforço. Não nos enganemos. Se fizermos uma rápida retrospectiva vamos perceber que as liberdades foram garantidas no conjunto de leis fundamentais tanto no Brasil como em Portugal. No nosso país, o direito à liberdade foi instituído na Constituição Federal de 1988. Em Portugal não foi muito diferente. As garantias de liberdade e segurança foram expressas na Constituição de República de 1976.
Hoje, quinta-feira, 25 de abril, os portugueses celebram os 50 anos da Revolução dos Cravos, pelo uso de cravos vermelhos como símbolo de resistência pacífica durante o movimento que colocou fim a 48 longos anos de ditadura e abriu caminhos para a democracia e a liberdade. A principal avenida de Lisboa, curiosamente, batizada de Avenida da Liberdade, ficará cheia ao longo do dia durante o desfile popular.
Para muitos portugueses, o 25 de abril é o dia mais importante da história do país, pois a libertação da ditadura em Portugal representou uma transformação para a sociedade lusitana. Essa constatação foi apresentada em pesquisa feita pelo Instituto de Ciências Sociais de Lisboa, Instituto Universitário de Lisboa e o grupo Impresa Publishing.
Segundo a sondagem, 65% dos portugueses, ou dois em cada três, elegeram o 25 de abril de 1974 como o dia D da história de Portugal. O nível de aprovação é o maior nível das duas últimas décadas, correspondendo a seis pontos percentuais a mais do que os que o indicavam há 10 anos e também 13 pontos acima do valor de 2004.
Se refletirmos sobre o que não podia ser feito antes de 1974, vamos constatar que este reconhecimento é legítimo. Portugal teve a ditadura mais longa da Europa e sua população ficou quatro décadas sem poder, por exemplo, votar livremente, discordar, viajar, reunir, ter acesso gratuito à saúde e até mesmo beijar na rua. Lembrar esses fatos é um dos propósitos dos coletivos portugueses para ampliar a conscientização da importância da liberdade, principalmente, aos jovens que já nasceram durante um regime democrático.
A resistência destes valores é fundamental, sobretudo na última década, devido à maior polarização política em todo o mundo. É importante para que não nos esqueçamos que na terra da fraternidade, a força da liberdade continua a brilhar.

BEATRIZ SIDRIM
JURISTA E CEO DA DESTINOS
OBJETIVOS

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