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Opinião

Antes tarde que nunca!

terça-feira, 19 de março 2024

(Brasília-DF)
Costuma-se dizer que não se fala de forca em casa de enforcado.
O presidente Lula esteve na sexta-feira em Porto Alegre e Lajeado, cidades do Rio Grande do Sul. Ele foi anunciar obras do Novo PAC, prestar contas de ações federais no Estados e fazer anúncios de recursos para os municípios que desde o ano passado sofreram com vendavais, tempestades e ciclones.
Lula fez longas falas, mas na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul falou de popularidade.
“Mas o Lula perdeu popularidade”. A imprensa me perguntou: “o Lula perdeu popularidade”. Eu falei: “Tudo bem. É porque eu tô aquém do que o povo esperava que eu tivesse.” É bom lembrar que o Rio Grande do Sul é o mais populoso estado do Sul ,onde Lula teve 43,65% dos votos no segundo turno de 2022, enquanto Jair Bolsonaro teve 56,35%. Se dependesse só do Rio Grande, Lula teria perdido feio. Falar de impopularidade no Sul para Lula é chover no molhado, e olhe que a região onde aumentou mais a renda e o emprego com carteira assinada foi no Sul.
Nesta segunda-feira, 18, está marcada no Planalto uma reunião ministerial que deverá tomar todo o dia. Lula, lá no sul, não culpou sua comunicação que é comandada pelo gaúcho Paulo Pimenta. Lula não poderia crucificar mais ainda sua relação com o Sul.
Se sabe que nesta reunião as questões da popularidade e da comunicação serão tratadas e não as promessas ainda não cumpridas de Lula. Há indicativos de que se acha no Governo Federal que o problema é do Governo e não de Lula. Não tem ninguém lá com coragem para dizer que a culpa seria de ambos.
Se sabe, já, faz tempo, que Lula tem uma influencer, sua mulher e companheira, Janja da Silva. Toda oportunidade que ela ressalta a imagem do presidente, existem muitas visualizações da imagem do chefe de governo. Se fala, além Planalto, que o Governo Federal deveria ter em cada pasta uma Janja para dizer que é sua. Não dá, evidente.
O problema da popularidade de Lula, já falei em meus comentários que são veiculados em 156 rádios no Brasil e está no Spotify, deve-se muito ao fato de que o povo não vê as conquistas econômicas recentes como presentes, mas como obrigação e muito mais está em jogo.
Não adianta, na questão, querer colocar Janja da Silva como a verdadeira ministra da Comunicação. Ela vai ter influência sobre a turma do PT, mas os ministros políticos, de outros partidos não vão dizer “Sim,Senhora” para a mulher do presidente, que não tem cargo na gestão federal.
Parece obvio: a comunicação tem que mudar, se voltar para redes sociais com presença de influencers nacionais e regionais; Lula tem que entender que ele não pode dizer tudo o que pensa, como fazia no passado.
Parece obvio, também, que dificilmente esses assuntos serão abordados na reunião ministerial desta segunda-feira como deveriam ser tratados. Lula não vai reconhecer que fala demais e a comunicação do Planalto vai dizer, só, que não poder fazer mais se os ministros não lhe ajuda!
É melhor que o Governo enfrente seus problemas agora e não deixe para tentar consertá-los após um resultado frustrantes nas eleições municipais, que vêm por aí!
Antes tarde que nunca!

GENÉSIO ARAÚJO JÚNIOR
JORNALISTA

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