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Opinião

Buenos Aires e o planejamento urbano caótico e ultrapassado de Fortaleza

quinta-feira, 25 de abril 2024

Estive pela terceira vez na Argentina. Na quinta-feira 11, os ônibus da Capital Federal pararam; a agitação contra Milei cresce.
Cheguei de BA no dia 12, véspera do aniversário de Fortaleza. Abri os jornais e vi a foto do prefeito Zé Sarto inaugurando a reforma da Lagoa de Messejana. Mas os pressurosos funcionários da PMF “esqueceram” de retirar, do espelho d’água, todas as manchas verdes de aguapés: o desleixo com a cidade estava lá, o prefeito [e sua entourage] pareceu não notar.
Vida que segue!… Essa Fortaleza parece não ter mesmo jeito que dê jeito! Você sai do aeroporto e se depara com cavalos comendo aquele capinzinho ali onde deveria ser um passeio mas é apenas um pastozinho com grama verdinha do bom inverno.
Eu estava chegando de Buenos Aires – fiquei por lá de 08 a 12 de abril, resolvendo um assunto particular, na Universidad del CEMA – e automaticamente você começa a fazer comparações, dentro da sua própria cabeça, comparações entre a qualidade urbana de Fortaleza e de BA. Olha, não tem comparação! Buenos Aires é um espetáculo urbano: no Centro, na Recoleta, em Palermo, em Puerto Madero: uma coisa de deixar qualquer um de queixo caído. E as áreas verdes, parques e praças? Minha nossa! Os urbanistas e arquitetos da PMF precisam dar uma voltinha por lá! Todo prefeito de Fortaleza deveria ser obrigado [por lei] a fazer um estágio em PLANEJAMENTO URBANO E PAISAGISMO EM BA.
Não estou falando mal da minha querida Fortaleza – prestem atenção! – até porque sou de Ubajara mas me considero um fiel fortalezense… daqueles que não conseguem ver beleza nem valor histórico em edificações bárbaras como aquela… aquele prédio chamado de Edifício São Pedro, na PI… fiquei feliz com a demolição, por supuesto!
Mas é o capitalismo, ou melhor dizendo, é a burguesia quem dá as cartas: nos aeroportos você mal consegue andar sem esbarrar numa “tenda” de pão de queijo, numa cafeteria, numa loja de perfumes ou quinquilharias asiáticas. No aeroporto de Ezeiza e no disforme e labiríntico aeroporto de Guarulhos, o passageiro se vê mergulhado num oceano consumista, sem falar nas alterações nos voos de ida e volta efetuados por uma certa companhia brasileira.
OPTIMUM VIX SATIS: precisamos de uma lei obrigando os futuros prefeitos da capital a visitarem BA para aprenderem como se faz planejamento urbano com competência, seriedade e planejamento.
Enquanto isso, no resto da cidade, previsivelmente, as múltiplas distorções da administração pública continuam intocadas!
Avante!

FERNANDO MAGALHÃES
ASS. TÉC. DA ALECE

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