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Opinião

É muito fácil derrotar tucanos e demos

quarta-feira, 30 de julho 2008

Derrotar candidatos tucanos e demos não é uma tarefa difícil. Basta ter competência e compromisso com o povo. Dezenas de motivos podem ser elencados, mas enunciaremos apenas uns poucos que são suficientes, senão vejamos, e isto precisa ser levado ao conhecimento do eleitorado, cuja maioria é de gente pobre que depende de políticas públicas para levara vida com o mínimo de dignidade.
 

A área de saúde continua um caos graças aos senadores tucanos e demos que impediram a continuidade da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) que, se aprovada no ano passado, geraria uma receita de R$ 40 bilhões este ano, todo para a saúde. Mas atendendo aos apelos das oligarquias e do grande empresariado que sempre sonegaram impostos neste País, tucanos e demos impuseram uma fragorosa derrota àqueles que enfrentam filas nos postos de saúde e hospitais públicos para ser atendidos.
 

A elite econômica brasileiras, que sempre teve desprezo pelos pobres, não sabe o que é passar uma noite numa fila para conseguir uma ficha para ser atendida no dia seguinte, isto quando consegue. O tucano cearense Tasso Jereissati quando precisa de atendimento médico pega o seu jatinho e vai para os Estados Unidos onde é atendido no melhor hospital de Cleveland. Isto ele faz rotineiramente.
 

Os R$ 40 bilhões anuais que os tucanos e demos tiraram da saúde dariam para construir e ampliar mais hospitais e postos de saúde, equipá-los melhor e garantir o remédio necessário para os que não podem comprá-lo. Os profissionais de saúde seriam melhor remunerados e assim se motivar para residir nas cidades do interior compondo o Programa Saúde da Família que precisa ser universalizado.
 

A proposta de criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) que, se aprovada arrecadará anualmente mais de R$ 10 bilhões para a saúde, já foi aprovada na Câmara dos Deputados, mas dificilmente passará no Senado onde tucanos e demos já afirmaram que vão derrubar.

A CSS prevê uma alíquota de 0,10% e incidirá sobre a movimentação dos que ganham acima de R$ 5 mil, ou seja, apenas dois por cento dos contribuintes.

A alegativa de que vai onerar os produtos e serviços não pode ser mais hipócrita, pois a alíquota da CPMF era de 0,38% e quando foi derrubada nenhum produto ou serviço baixou de preço.
Na área de educação, tucanos e pefelistas (demos) causaram um verdadeiro desastre no ensino médio e superior.

O ministro tucano da Educação, Paulo Renato de Souza, proibiu a construção de escolas técnicas (atuais Cefets) em todo o País, e disse com todas as letras que não via sentido a universidade pública ser gratuita. Não é sem motivos que o ensino superior privado cresceu assustadoramente nos oito anos do desgoverno tucano-pefelista (1985 a 2002) e a universidade federal pública ficou tão sucateada.
 

Porém o mal maior que os tucanos e demos tentaram causar aos brasileiros mais pobres foi acabar com os programas sociais, notadamente o Bolsa Família que atende a mais de 11 milhões de famílias carentes.

Eles dizem que o Bolsa Família é um programa eleitoreiro e que leva as pessoas carentes a não querer mais trabalhar, pois se acomodam com a esmola que recebem do governo.
 

Ao votar contra a CPMF, tucanos e demos não demonstraram só o desprezo que têm pelos pobres, mas objetivaram principalmente acabar com o Bolsa Família, pois entendem que este programa é que leva o eleitorado pobre a votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou nos candidatos por ele indicado.
 

Muitos são os motivos, mas estes já são mais que suficientes para que os candidatos tucanos e demos sejam rejeitados pela maioria dos brasileiros.

 

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