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Opinião

Ensino presencial X Ensino remoto x Ensino híbrido

sexta-feira, 21 de janeiro 2022

OMundo nunca mais será o mesmo, após essa crudelíssima e indesejável experiência que tivemos de adquirir, com a Pandemia. O processo de adaptação de quase toda a rotina de nossas vidas não foi fácil, especialmente nas relações em que a (con)vivência é inevitável.

Uma das áreas que sofreu mais fortemente os impactos, sem dúvida, foi a da Educação, especialmente porque, no todo, o País nunca esteve, de fato, bem preparado, nem para a normalidade que antecedia à Pandemia, quanto mais para a situação inusitada que adveio com ela.

Embora a modalidade de ensino, predominante, sempre foi e há de ser a presencial, hodiernamente, tivemos de aprender a lição de que sem investimento e infra-estrutura condignas, nunca alcançaríamos resultados positivos, em tema de desempenho educacional. Daí, o ensino a distância apareceu como uma verdadeira condição para a sobrevivência do processo de aprendizagem.

Com a promulgação da Lei 14072, no Diário Oficial da União, na sexta-feira (11), a Presidência da República determinou o repasse de mais de R$ 3,5 bilhões, para que os Estados e o Distrito Federal possam garantir aos alunos e professores da rede pública, o acesso à internet, com fins educacionais.

Cabe agora aos entes federados proceder com a contratação de soluções de conectividade móvel para a realização e o acompanhamento de atividades pedagógicas não presenciais, vinculadas aos conteúdos curriculares, por meio do uso de tecnologias da informação e da comunicação, bem como para a aquisição de terminais portáteis que possibilitem acesso à rede de dados móveis para uso pelos beneficiários.

Embora com evidente atraso, considerando-se o tempo já transcorrido, desde que a Lei foi aprovada e, após a derrubada do veto presidencial a ela, pelo Congresso, ter-se aguardado tanto para a liberação, ainda será de grande valia, caso o percurso de transferência e de emprego da verba destinada seja devidamente executada. Essa há de ser uma preocupação constante não só por ser a Educação uma área prioritária, mas porque sempre pesou contra o País, a dificuldade de fazer com que a destinação e o emprego da verba federal sejam executados sem desvios, a exemplo do que ocorreu em relação aos respiradores e demais insumos para o combate à Covid.

Voltando à questão específica do ensino, como professor, crédito enorme valor a tudo que concirna a investimento na Educação, inclusive na tecnologia necessária ao ensino remoto, que é caminho sem volta.

Por isso, a melhor solução, doravante, para se possibilitar a continuidade do processo de ensino-aprendizagem seja de se manter o sistema híbrido, que concilia a realização das atividades presenciais com as remotas.

PAULINO FERNANDES
DEFENSOR PÚBLICO E PROFESSOR

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