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Opinião

Estratégias para Prevenir a Síndrome de Burnout nas Organizações

terça-feira, 14 de maio 2024

Tem se falado muito, nos últimos tempos, em estresse e síndrome de burnout. A síndrome de burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico relacionado à exaustão extrema, principalmente associada ao trabalho. Ela afeta quase todas as facetas da vida de um indivíduo e muitas vezes é o próximo passo para complicações maiores, como a depressão.
Ambientes corporativos que expõem seus funcionários a altas cargas de trabalho ou pressão por cumprimento de metas, quase sempre arrojadas, são os que mais contribuem para que as pessoas fiquem cada vez mais exaustas.
O afastamento de profissionais no Brasil é um problema. Segundo pesquisas, cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome, sendo que a maioria dos casos ocorre em profissionais com menos de 30 anos. O problema é tão sério que o Brasil apenas fica atrás do Japão em casos de burnout, onde o problema já afeta 70% dos profissionais.
Sendo assim, é dever dos líderes implantarem programas que previnam e reduzam a presença da síndrome de burnout em suas equipes. Algumas ações que podem ser adotadas para reduzir esses efeitos: verificar frequentemente a carga de trabalho das equipes, priorizando a qualidade do serviço que é feito, lembrando que a qualidade cai quando o profissional está envolvido em muitas tarefas. Outra dica é revisar as tarefas para verificar o que realmente precisa ser feito em um ritmo de urgência.
Por fim, uma boa dica é priorizar o bem-estar do trabalhador, incentivando momentos de descontração, programas de ginástica laboral, palestras sobre nutrição, saúde mental e física. Também é uma boa ideia flexibilizar o trabalho, como, por exemplo, alguns dias em home office ou folgas programadas.
Por último, lembre-se que o líder pode sempre pesquisar maneiras inovadoras e eficazes de executar as tarefas de modos diferentes, ver as coisas de maneiras diferentes, aprender com momentos de desafio e dúvidas, utilizando um estilo de gestão antifrágil, onde a capacidade de prosperar e se fortalecer diante da adversidade e da incerteza esteja sempre presente.
Você não será capaz de impedir que seu colaborador seja acometido pela Síndrome de Burnout, mas seu apoio e ações de acolhimento podem fazer a diferença na prevenção e redução do burnout. Vamos refletir e sucesso!

PEDRO PAULO MORALES
GRADUADO EM GESTÃO, ESPECIALISTA EM CONTROLADORIA

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