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Opinião

Lourdinha encontrou-se

quinta-feira, 21 de agosto 2008

Maria de Lourdes Santos de Oliveira, carinhosamente, LOURDINHA. Nasceu em Barra da Corda, Maranhão. Ainda bem jovem, veio morar em Fortaleza. Procuradora Federal do DNOCS – Administração Central, artista plástica.

Filha e irmã extremamente amorosa e dedicada aos familiares. Nutria verdadeira adoração e paixão por sua mãe, D. Zelinda, de 92 anos de idade (lúcida). Ótima esposa, boa chefe, colega – amiga maravilhosa. Tipo mignon, louríssima natural, olhos verdes, beleza exótica, elegante, amável. Caridosa, muito se preocupava com a causa social, sempre disponível a ajudar os mais carentes e necessitados. Tristeza, baixo astral, não faziam parte de seu lema de vida.

Apesar dos percalços que enfrentou, quando, perdera seu único filho, aos 25 anos, Malba Krishnamuti. Superando imensurável e infortúnio, conseguiu através da fé e confiança em Deus, continuar vivendo com otimismo, esperança e alegria. Não conheci ninguém, que tenha desfrutado, aproveitado e vivido mais intensamente a vida do que ela. Sua alegria e vontade de viver era impressionante. Mas, Lourdinha encantou-se. No dia 11/08/08, inesperadamente, rápida como a luz de um raio, foi arrebatada à pátria celestial. Imaginamos, seu espírito recebido sob os cantos dos anjos, numa verdadeira sinfonia de louvor e paz junto a Deus. Como procuradora federal do DNOCS, chefiou por mais de 15 anos a Diretoria de Contratos e Convênios, função exercida com competência, dignidade, dedicação e urbanidade, até se aposentar. Mulher guerreira, autêntica, inteligente. Além da advocacia, amava, intensamente as artes. Ainda na adolescência, a veia artística começou a fluir. Na Faculdade de Direito, expôs suas primeiras incursões artísticas. Dedicando-se cada vez mais a pintura, começa a realizar com afinco, mais obras de artes. Trabalhava com espátulas, pintava natureza morta, paisagem, santos, era eclética. Porém, sua grande paixão era o retrato (retratismo). Personalidades importantes do mundo social-político do Ceará e do Brasil, foram retratado por ela com rara beleza e fidelidade. Artista plástica consagrada, fez sua primeira exposição oficial na Galeria Renoir.

Expôs, no Náutico, participando, também, de exposição em São Paulo. Alguns de seus trabalhos foram premiados até na Itália, etc. Na última reunião dos colegas do DNOCS, fim de maio, em almoço, no Náutico, ao lado do marido Célio, estava felicíssima, como de costume.

Tendo ingerido, já alguma doses de whisk, disse-lhe: – Lourdinha, como você vai dirigir assim? “Lucinha: quando saio para curtir a vida com o Célio, só ando de táxi…” Assim era ela, prática, extrovertida, de bom-humor. Uma pessoa singular, especial, cuja a simplicidade, bondade, aliada a uma irreverência saudável, deixou uma enorme saudade e vazio no coração de todos os seus colegas, amigos e familiares.

Ninguém era mais festeira do que ela. Adorava as nossas reuniões, quase que mensais. Era assídua. No entanto, em respeito à sua memória, elas sofreram uma trégua. Não há clima. Seu lugar na mesa permanece cativo. Por oportuno, transcrevo uma parte da letra Sérgio Beittencourt, “Naquela mesa”, que bem retrata a alegria de viver de Lourdinha. Naquela mesa ela sentava sempre e me dizia sempre o que é viver melhor. Naquela mesa ela contava histórias, que hoje na memória eu guardo e sei de cor. Naquela mesa ela juntava gente e contava contente o que fez de manhã. E nos seus olhos era tanto brilho… Naquela tá faltando ela e a saudade dela está doendo em nós…”. Descanse em paz!

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