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Opinião

Novo aumento do rio Guaíba pode ser maior que pico anterior

segunda-feira, 13 de maio 2024

Os cenários previstos para o início da semana no Rio Grande do Sul não são otimistas. Isso porque segundo o Instituto de Ciências Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) um novo aumento do Rio Guaíba, com nova elevação de níveis para acima de 5 metros, pode superar a marca da semana passada. Segundo a projeção, o valor do nível máximo a ser atingido entre hoje e amanhã depende de ocorrência das chuvas adicionais previstas e do vento sul forte, mas pode alcançar 5,50 metros, superando a marca maior anterior (5,30 metros). Além disso, a previsão é de vento sul mais intenso, podendo chegar a 50 quilômetros por hora (km/h) na Lagoa dos Patos no período. Até o final da tarde desse domingo, os níveis do Guaíba continuavam elevados (em torno de 4,65 metros).
O recorde de 5,30 metros ocorreu no último domingo (5). Desde então, foi iniciada uma redução lenta. No último sábado (11) chegou a 4,56 metros, e até o domingo (12) manifestou aumento em torno de 10 centímetros. Segundo o instituto da UFRGS, até sexta-feira (10), os rios afluentes do Guaíba apresentavam lenta redução em níveis elevados (Jacuí, Sinos, Gravataí) ou moderados (baixo Taquari). Nas últimas 24 e 48 horas, ocorreu precipitação significativa de 100 milímetros (mm) ou mais em grande região, cobrindo grande parte das bacias do Taquari, Sinos, Caí e Jacuí. A resposta com subida para níveis elevados é observada no Taquari, Cai, Sinos e Jacuí. Há previsão de mais de 100 mm em ampla faixa na metade norte do Rio Grande do Sul, cobrindo essas bacias, principalmente nas próximas 24 horas.
Elevada duração prevista da cheia, bem como seu repique, o Instituto de Ciências Hidráulicas recomenda a manutenção do estado de atenção a todas as áreas de risco, incluindo aquelas em que a inundação teve redução; atenção especial à população afetada; e ações imediatas para restabelecimento de infraestruturas e manutenção de serviços essenciais, como o saneamento básico. A previsão foi liderada pelos professores Fernando Fan e Rodrigo Paiva e pelo mestrando Matheus Sampaio do Instituto de Pesquisa Hidráulicas (IPH) da UFRGS em conjunto com a empresa RHAMA Analysis. O Instituto de Ciências Hidráulicas recomenda a manutenção do estado de atenção a todas as áreas de risco, incluindo aquelas em que a inundação teve redução; atenção especial à população afetada; e ações imediatas para reestabelecimento de infraestruturas e manutenção de serviços essenciais, como o saneamento básico.

Abrigos
Até o momento, foram montados 722 abrigos temporários para atender à população do RS, segundo levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) do estado, feito com base em informações das secretarias municipais de Assistência Social. Segundo as informações oficiais mais recentes, há um total de 81.170 pessoas em abrigos no RS. O número de cidades afetadas chega a 446 dos 497 municípios gaúchos. O número de abrigos e de desabrigados ainda não pode ser determinado fielmente. Isso porque algumas pessoas voltam para suas casas ou as deixam, conforme a passagem das águas. O estado ainda sofre com o mau tempo, e há previsão de novas chuvas fortes neste domingo (15). Em Porto Alegre, por exemplo, o nível do lago Guaíba voltou a subir, podendo voltar a superar os cinco metros, dois a mais da conta de inundação.

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