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Opinião

O calvário dos fazedores de cultura

quarta-feira, 08 de maio 2024

Pouca gente vai ler este artigo e se ler não vai comentar, pois é bem mais fácil varrer coisas para debaixo do tapete e sempre é melhor calar e consentir do que questionar. Amigos meus atores, cantores , poetas e poetisas estão morrendo ou estão doentes e o apoio dados a ele se resume a uma notinha ou a uma vaquinha para despesas de funeral. Soube até que a entidade que administra o Teatro José de Alencar já proibiu velórios dentro do Teatro e tem até gente do próprio Teatro que diz que lá é um Teatro e não uma Funerária.
O certo é que viver de cultura é uma aventura das mais grotescas possíveis , pois geralmente não tem espaço para quem não é da panelinha que administra os equipamentos e os editais são pautados em lógicas como dificuldade de preenchimento e documentação interminável além de ter em muitos casos cartas muito bem marcadas para aprovação. Hoje tem gente enriquecendo simplesmente para fazer editais e estas pessoas jamais querem fazer editais que dão pouco dinheiro ou de artista que não é “famoso”, “rico “ ou “brilhante” na visão deles.
Depois de todo o calvário de um edital se passa também por coisa pior que é a liberação dos recursos que geralmente leva meses e só sai se houver ameaça de denúncia. Claro que tem muita gente que diz que tudo isso não é verdade, pois a conivência é sempre mais saudável que o questionamento. Cadê a casa dos artistas? Por que morrer artista é significado de desnudamento da miséria e da penúria em que vivem? Não responderão nunca….

FRANCISCO DJACYR
PROFESSOR

hoje

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