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Opinião

O que vem do Sul não é pouco!

terça-feira, 07 de maio 2024

(Brasília-DF)
De fato, o mês de maio – o mês da Mulher, do dia do Trabalho – não está começando nada bem para o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É bom que se ressalte a melhora da confiança empresarial, avanço na indústria, mesmo que leve, e a manutenção da criação do emprego com carteira assinada. Já está provado que o povo demora a sentir o lado bom desses avanços.
Lidar com o bolsonarismo e suas pautas moralistas, que há uma ditadura em curso no Brasil e um processo de perseguição faz parte de uma luta que ele vai ter que se lidar “ad aeternum est”. O surgimento do nome do governador do Goiás, Ronaldo Caiado, com sua pauta da segurança pública em meio ao protagonismo no setor do agro é algo mais importante, porém muito aliado ao bolsonarismo, que assusta muita gente.
Agora, com o desastre ecológico, social, econômico e humano que surgiu no Rio Grande do Sul temos mais um grande problema para Lula e o Governo.
Fique certo caríssimo, caríssima, o drama das chuvas torrenciais que caíram, e vão continuar caindo, no Rio Grande do Sul a ponto de atingir 332 municípios vai muito além de sua solidariedade com essa gente ou o aumento do preço do arroz que, em grande parte, é produzido naquela terra.
O governador tucano Eduardo Leite afirmou nesse sábado, 4, que chegou a hora de deixar as diferenças políticas de lado e pensar um tipo de “Plano Marshall” para o Rio Grande do Sul.
O drama no Rio Grande não é coisa pequena para o resto do país e nossa política macro.
A questão sobre o futuro das cidades, e estamos num ano de eleições municipais, ganha contornos de urgência face o gritante impacto que seu deu nas cidades do Rio Grande, que podem chegar aí em você.
A questão ambiental deixa de ser caso pensado na Amazônia e chega a todos. A inexplicável situação gaúcha obriga o mais anímico dos observadores atentar que da mesma forma que teremos outra pandemia, ainda neste século, teremos que pagar mais a conta ambiental.
Leite ao propor o deixar as diferenças políticas de lado e um grande plano de investimentos para reconstrução do Rio Grande, recoloca uma novíssima relação federativa ao tempo que obriga o Governo Federal a se dedicar mais ao sul do Brasil, um dos maiores problemas políticos-eleitorais.
Quem conhece o sul do Brasil sabe que o Rio Grande foi quem mais perdeu protagonismo nos últimos 25 anos. Se fala muito, hoje, do dinamismo da economia de Santa Catarina, talvez o melhor governo para se tocar no país, e a força do Paraná, que traciona a economia de toda a região.
Eduardo Leite, naturalmente, se o Governo errar o passo, vai trazer para si um protagonismo concreto que vai chamar atenção do Brasil.
As pessoas gostam de gestores que tem coragem de colocar a mão na massa, mostrar trabalho, comprometimento, dedicação. As pessoas estão fartas de tanto blábláblá entre gente que se diz perseguida depois de tudo o que não fez e daqueles que falam em democracia querendo nos obrigar que esqueçamos o que fizeram no verão passado.
Que o povo gaúcho consiga se reerguer passado tudo isso, mas esse maio começou difícil para o Lula 3, lá começou!

GENÉSIO ARAÚJO JÚNIOR
JORNALISTA

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