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Opinião

O voto entre a ideologia e o gerenciamento coletivo eficaz

quinta-feira, 09 de maio 2024

Em um País dividido, onde os extremos se degladiam nas ruas e redes sociais, as ofensas ultrapassam o tolerável e beira a anencefalia, encontramos um questionamento cujo resposta carece de muita prudência e equilíbrio. Afinal, o que é de fato importante na hora de decidir em quem votar: Na capacidade gerencial, na reunião de atributos suficientes para fluir um bom governo e bancar em pautas relevantes ao coletivo, ou escolher simplesmente por ser apoiado por um líder extremado, seja ele de direita ou de esquerda?
O que deve ser preponderante na hora de escolher? Gerenciar a coisa pública não é tarefa fácil para ninguém, pois é preciso antes do equilíbrio, o bom convívio com todos, não se administra para uma parte, mas para o coletivo. O equilíbrio é alicerce para o entendimento e a união de distintos em torno de uma causa, que de alguma forma beneficie o coletivo. Juntar, unir, construir são verbos que devem ser usuais numa gestão pública, pois só com a união um governante é forte.
O processo decisório do voto deve ter algumas informações que são de suma importância para dissipar o erro. Pautar o voto apenas por um endosso, um apontamento de um líder populista, é algo muito vazio, sem apetrechos que aponte que o candidato terá condições mínimas de desenvolver um bom governo. Afinal, você contrataria um gerente para sua empresa só por indicação? Não acha que é preciso observar o currículo, a formação, os feitos e experiências? Não seria prudente também analizar o entorno, aqueles que cercam e aconselham determinado candidato? É importante analizar o discurso mais equilibrado e propositivo para a cidade, não se deve admitir no executivo municipal alguém sem equilíbrio e que não tenha uma postura minimamente propositiva.
Este ano iremos escolher nossos Prefeitos, os gestores imediatos do Poder Executivo, que tem sobre sua responsabilidade o gerenciamento público cada vez mais dependente de um pacto federativo invertido, onde as riquezas nascem nas cidades, mas sobem para a união para descer no conta gota para os municípios, exigindo muita capacidade de argumentação e articulação dos Prefeitos, um extraordinário equilíbrio e capacidade de unir tanto dos munícipes como da classe política. A maturidade deve ser ponto importantíssimo para se escolher um Prefeito, tendo assim, um processo decisório norteado por informações relevantes para propiciar um gerenciamento público realizador, eficaz e capaz de transformar a vida coletiva.

JESUS DA COSTA
ADVOGADO

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