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Opinião

Precisamos do Plano Real 4.0, Lula!

terça-feira, 02 de julho 2024

(Brasília-DF)
Amanhã, é um dia importante, não só para o Brasil, mas para o Mundo, goste você ou não!
Se você é da geração Millenium, nascido entre 1980 e 1996, pode até ter visto alguma coisa ou só o “rabo do foguete”, no entanto se você é da geração Z só ouviu falar. Na prática, as pessoas com mais de 50 anos é que viveram com alguma clareza aquele 1º de julho de 1994, há 30 anos, nesta segunda-feira, 1º de julho de 2024. Foi o lançamento do Plano Real.
Lembrar a data é pouco. Ganhamos uma moeda – o Real deu um tiro de morte na super e hiperinflação, que tomava de conta deste país quando estávamos longe de entrar no grupo das 20 maiores economias do Mundo.
Muita gente não tem a dimensão de viver numa inflação de 40% ao mês, onde a melhor forma de lidar com a vida, num tempo em que a sonora maioria da população não tinha conta em banco e não podia ser agente da ciranda do juro e correção monetária(que Diabo é isso?!), só tinha um jeito: correr para o supermercados e salvar o dinheiro fajuto ,antes que tomassem de você!
Muito se pode falar daqueles anos impressionantes e históricos, São importantes para o Brasil, mas para o Mundo, também, pois uma solução econômica-política, engenhosa e inédita.
Completamos 30 anos disso. Interessante como aquele tempo fala, hoje.
O nosso último presidente,Jair Bolsonaro, quando chegou ao poder, visto que a política o conhecia, sabia de sua mediocridade e ausência de ideias para um Brasil que desejava algo novo – então, se imaginava que ele iria se inspirar em outro homem, a princípio medíocre, além de tudo provinciano, como Itamar Franco, que se tornou gigante ao se servir de quem era mais apto que ele para um determinado momento histórico.
Itamar se serviu de quem sabia mais que ele e lançou o Plano Real. Imaginava que Bolsonaro iria se servir dos militares de alta patente para ser maior que sua mediocridade, mas ele tinha em mente destruir tudo sem saber o que colocar no lugar. Se tivesse se inspirado no medíocre e gigante Itamar Franco talvez Lula não tivesse voltado.
Lula terminou esse junho de 2024 relutando em fazer enfrentamentos. Lula soube, em seu primeiro mandato, dar continuidade a segunda fase do Real que foi a lógica de superávit primário, dólar flutuante e metas de inflação. Na prática, ele deu continuidade ao permitido por Itamar Franco e montado por Fernando Henrique. Ele teve sucesso ao não só continuar com o Real, mas dando cara o Real 3.0, que precisava enfrentar a concentração de renda que surgiu, pois para enfrentar o endividamento, Fernando Henrique criou uma política de juros altos para atrair dólares. Nem tudo era perfeito.
Agora, Lula coloca dúvidas na necessidade de se enfrentar mais ainda a indexação da economia, redução do engessamento orçamentário e redução de gastos.
Lula não pode embarcar na mediocridade de Bolsonaro de não entender onde está metido, é preciso ir além e saber o que pode colocar no lugar. Existem dúvidas, face a sinais trocados, sobre o que ele pretender fazer com o Real 4.0, que está nascendo.
Lula sabe que nada é como antes. Ele precisa ter a grandeza, que já demonstrou ter, para dar continuidade a missão do Plano Real que é concretizar o que ele diz, em retórica: fazer desse país ser um país de classe média.

GENÉSIO ARAÚJO JÚNIOR
JORNALISTA

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