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Opinião

Ressignificação urbana: demolição do Liceu do Ceará, Ecoparque Jacarecanga, Mercado dos Pinhões

quinta-feira, 02 de maio 2024

Acompanhei o reboliço da demolição do tal Edifício São Pedro pela PMF e digo o seguinte: já vai tarde! Aquilo era uma excrescência arquitetônica e urbana.
Tanto concordei e aplaudi a demolição do citado prédio que venho fazer um pedido ao nosso prefeito José Sarto: que ele coloque no chão o ridículo prédio do Colégio Liceu do Ceará, bem como a praça Gustavo Barroso, e una esses dois espaços em um só: o ECOPARQUE JACARECANGA.
Quem passa por aquela região – e eu morei nas imediações por muitos anos [meu avós moraram na Rua Adriano Martins; depois mudaram para a rua Agapito dos Santos, próximo ao DNOCS] sabe quão degradada ela está [e sempre esteve]… e vai continuar sem uma transformação séria… até as árvores são inadequadas…
Onde, na região central de Fortaleza temos uma área arborizada, um parque, uma praça verdejante? Você, caro leitor, não vai encontrar, porque Fortaleza não tem áreas verdes, não tem a cultura ecológica da vida ao ar livre. Pegue a Av. Santana Júnior e vá para a Prainha: você não verá uma única praça, porque praça tira terreno e lucro para os tubarões do mercado imobiliário… simples assim… e tome shopping center: esses, os maiores, acredite, estão localizados ao lado de boas áreas verdes que ainda resistem, mesmo mal administradas e sem modernizações – o que sobrou por ali já está com os dias contados!
Os problemas do urbanismo de Fortaleza são três: 1. falta de qualidade no planejamento urbano: exclusão dos vulneráveis, insustentabilidade, ruas estreitas, barulhentas e sufocantes, disfunção, subutilização dos espaços, péssima pavimentação, péssimas calçadas… 2. o lobby do mercado imobiliário; 3. a população que só reclama dos problemas urbanos quando cai no alagamento ou tem o pneu do carro [classe média] cortado.
VOX POPULI VOX DEI? Outra questão: soube pelo noticiário que a PMF queria unificar os mercados dos Pinhões e Aerolândia. Bem, eu concordo, achei uma sacada [inclusive publicitária], o mercado da Aerolândia vive abandonado, sem nenhum préstimo. Esse negócio de “identidade cultural ancestral” é pura balela.
E tem mais: o ex-novo equipamento [o Pinholândia] poderia dar resultados para o turismo, principalmente no pré-carnaval e carnaval de Fortaleza, que vêm esquentando ano a ano, todos nós sabemos disso, mas falta investimento em criatividade e em espaços apropriados para receber os turistas e os fortalezenses. Nesse contexto, acho o “Pinholândia” uma grande ideia… estaria predestinado ao sucesso.

PS: Nothin but the best!
Avante!

FERNANDO
MAGALHÃES
ASS. TÉC. DA ALECE

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