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Opinião

Rio Grande do Sul

segunda-feira, 13 de maio 2024

Impossível não se assustar com a tragédia climática ocorrida no Rio Grande do Sul. Impossível não se comover. Impossível não se solidarizar. Impossível não pensar nas causas que levaram a esse infortúnio sem igual, assemelhando-se, apenas, ao que ocorreu no ano de 1941, no mesmo Estado.
Uma coisa é certa: nas guerras, nas tragédias, nas adversidades, é quando o ser humano mostra sua humanidade, sua verdadeira face. E temos acompanhado isso por meio da televisão e da internet, quase em tempo real.
Em meio ao rio, um mar de solidariedade se fez perceber no Brasil e no mundo. Pessoas se mobilizando para arrecadar donativos, dentre roupas, sapatos, alimentos e água, principalmente água. Outras, resolveram fazer doações em dinheiro. Empresas colaborando para enviar itens de diversas natureza para minimizar o sofrimento causado pelas chuvas. O poder público também agiu com rapidez e presteza, ajudando na medida de seu alcance, em especial, enviando equipes de reforços para ajudar no resgate das pessoas e dos animais.
E quantas foram as histórias que nos comoveram! O cavalo caramelo ilhado em cima de um telhado até a chegada de um resgate primoroso. O senhor que se recusou a sair sem levar seus animais. O cachorrinho apoiando-se em um muro, com metade de seu corpo na água, até ser salvo. O homem que mergulhou no meio de uma correnteza para salvar seu cão. As inúmeras pessoas ajudando a salvar vidas, da forma que podem, em barcos, jet-skis, alocando os desabrigados, recolhendo e distribuindo itens de sobrevivência… Dos mais humildes às celebridades, muitos foram os que ajudaram e continuam ajudando.
Há que se falar, também, no esforço hercúleo das polícias, bombeiros, guarda municipal, defesa civil e tantas outras instituições que vem trabalhando diuturnamente nos resgates de pessoas e animais.
Muitos são os que ajudam. E há os que só atrapalham, a exemplo dos que ficam espalhando notícias falsas ou as chamadas fake news, implantando o terror, notadamente, por meio das redes sociais.
Afora isso, há aqueles que, em meio à tragédia, cometem crimes abomináveis, aproveitando-se da vulnerabilidade das pessoas, em especial, crimes contra a dignidade sexual, escolhendo por vítimas crianças e adolescentes, tal como ocorreu em alguns abrigos, conforme noticiado pelas autoridades.
Mas tudo passa. E no momento da reconstrução, será preciso pensar o futuro, para que tal não se repita. Eis o grande desafio.

GRECIANNY CORDEIRO
PROMOTORA
DE JUSTIÇA

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