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14 março 2014.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

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Opinião

Um conselho para a cidade

sexta-feira, 14 de março 2014

O projeto que transformaria a Praça Portugal em um cruzamento gerou um importante debate nas redes sociais e nos veículos de comunicação. A administração municipal planeja substituir a praça – que também é uma rotatória – por semáforos e construir quatro espaços de convivência, um em cada esquina do cruzamento entre as avenidas Dom Luís e Desembargador Moreira.

O fortalezense tem se envolvido cada vez mais em debates que envolvem a transformação da cidade. Em 2013, manifestantes ocuparam uma parte do Parque do Cocó para evitar que árvores fossem retiradas para a construção de um viaduto na Avenida Engenheiro Santana Júnior. Um grafite feito no antigo farol repercutiu nacionalmente e culminou em um debate sobre preservação do patrimônio histórico da capital. O projeto da Ponte Estaiada ainda não é unanimidade.

São propostas que transformam o desenho de Fortaleza, cidade que cresceu desordenada como quase a totalidade dos grandes centros urbanos do País. A administração municipal tem tido o desafio de convencer os cidadãos e cidadãs que tais projetos trarão soluções definitivas sem afetar o meio ambiente, as escassas áreas de convivência e o patrimônio histórico da Capital. Exige-se, naturalmente, responsabilidade social de projetos que necessitam retirar comunidades inteiras, como é o caso do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos, projeto sob responsabilidade do Governo do Estado).

O fato é que a população está mais exigente e quer participar da discussão sobre os rumos da cidade. Propomos a formação de um fórum, um conselho envolvendo diversos segmentos da sociedade civil, representantes políticos, comunidade universitária e movimentos populares para discutir pontos polêmicos. Sempre que o poder público tivesse de tomar uma decisão importante, esse conselho seria consultado.

Somente com instrumentos de diálogo e participação popular será possível a democratização das decisões. Especialistas precisam ser ouvidos. Moradores têm de ser conscientizados sobre os benefícios e os impactos de obras. É imprescindível uma maior consciência social sobre a preservação do nosso patrimônio histórico.

As manifestações de junho do ano passado mostraram que o brasileiro está mais exigente quanto aos serviços prestados pelo poder público. As administrações – em todas as esferas – precisam estar em sintonia com os anseios da sociedade. O cidadão quer ser ouvido e essa exigência é muito boa para a democracia.

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