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Opinião

Violência contra a mulher

sexta-feira, 19 de abril 2024

A pesquisa DataSenado de 2024, sobre mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar provocada por homem, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência, mostra um quadro preocupante, pois, pelos dados coletados em todos os estados da Federação, o percentual oscila entre 25% a 38%.
O Estado do Amazonas lidera o quadro de violência contra a mulher, num percentual de 38%, enquanto o Ceará alcança o percentual de 29%. O Piauí e o Maranhão têm o menor percentual, que chega a 25%.
A Agência Brasil, por sua vez, informa que a cada 24 horas, oito mulheres são vítimas de violência, de acordo com os dados fornecidos pela Rede de Observatórios da Segurança, aqui incluindo-se ameaças, torturas, agressões e feminicídio, dentre tantas outras formas de violência.
Os noticiarios, com frequência, exibem casos brutais de mulheres sendo espancadas, arrastadas pelos cabelos, chutadas e empurradas, por companheiros, esposos, ex-namorados, num ciclo de violencia sem fim, ou, no mais das vezes, com um desfecho trágico.
O quadro é desalentador, no entanto, serve para que sejam extraídas reflexões.
Primeiramente, é de ressaltar a importância das pesquisas, mostrando que várias entidades e movimentos sociais, além do Poder Público, estão dando atenção à violência doméstica contra a mulher, constatando o problema, mapeando, para então, ser possível a adoção de políticas públicas adequadas, de acordo com cada região e suas peculiaridades.
Além disso, existe uma legislação que se preocupa com a prevenção e a repressão à violência doméstica, principiada pela Lei Maria da Penha, um verdadeiro marco em relação à temática.
Cumpre destacar, neste momento, a exposição O Que Não Nos Disseram, em sua terceira edição, lançada no dia 13 de abril, no Museu da Imagem e do Som Chico Albuquerque, em Fortaleza, um manifesto que incentiva o protagonismo feminino, sobre “mulheres que, um dia, foram vítimas de violência e que decidiram transformar dor em liberdade e informação.”
A Exposição é feita em parceria com a UFC e UECE, por meio de seus vários grupos, e conta com o apoio de diversas empresas privadas, além da Defensoria Pública e da OAB.
São iniciativas como a do OQNND que devem ser estimuladas e incentivadas, de modo a conscientizar as pessoas de que a violência contra a mulher precisa ser ressignificada, redimensionada e modificada, até tornar-se uma triste página virada de nossa história.

GRECIANNY CORDEIRO
Promotora
de Justiça

hoje

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