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Opinião

Violência contra a mulher

segunda-feira, 06 de maio 2024

Em pesquisa sobre a violência contra a mulher, realizada pelo Instituto DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), já em sua décima edição, reitera o exacerbado grau de violência praticado no Brasil, contra a mulher (https://www12.senado.leg.br/institucional/datasenado/materias/relatorios-de-pesquisa/pesquisa-nacional-de-violencia-contra-a-mulher-datasenado-2023).
A referida pesquisa entrevistou 21.808 brasileiras, por telefone, a partir da idade de 16 anos, entre os dias 21 de agosto a 25 de setembro de 2023.
De acordo com A 10ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, alguns dados interessantes merecem ser destacados: 1) os Estados do Rio de Janeiro, Rondônia e Amazonas têm os índices mais altos de violência contra a mulher; 2) 62% das mulheres consideram o Brasil um país machista; e levando em conta a região, o Nordeste alcança o percentual de 68% em relação a essa percepção, enquanto o Sul chega a 55%; 3) 43% da população feminina considera que as mulheres no Brasil são tratadas com respeito; 4) é na rua que a mulher é menos respeitada, atesta o percentual de 52%, enquanto 17% considera que isso acontece na família e 25% no ambiente de trabalho; 5) 74% das mulheres responderam que, na sua percepção, a violência doméstica e familiar contra a mulher aumentou nos últimos 12 meses, sendo maior o percentual em relação às mulheres pretas/pardas/indígenas e com renda até dois salários mínimos; 6) 62% das mulheres que sofrem agressão denunciam o fato às autoridades; 7) 73% das mulheres responderam que o fator que levar a mulher a não denunciar a agressão é o medo em relação ao agressor, enquanto 61% acreditam que é pela falta de punição; 8) 68% das mulheres conhecem alguma amiga ou familiar que sofreu violência doméstica ou familiar, e a modalidade de violência física alcança 89%, enquanto a psicológica é de 86%; 9) 67% das mulheres conhecem a Lei Maria da Penha e 51% acham que a lei protege a mulher; 10) 95% conhecem a delegacia da mulher como o lugar que fornece serviços de proteção à mulher.
A pesquisa revela aspectos interessantes relacionados aos dados a que se propõe investigar, principalmente ao comparar com os anos anteriores. Na verdade, os índices acima vistos não surpreendem, pois a violência contra a mulher é visível, mesmo ao mais desatento observador, a despeito de todos os mecanismos jurídico-legais para a sua prevenção e a repressão.

GRECIANNY CORDEIRO
PROMOTORA
DE JUSTIÇA

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