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Política

Alvo do centrão, Nísia sofre cobrança e deixa reunião amparada

terça-feira, 19 de março 2024

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, se emocionou ao ser cobrada pelo presidente Lula (PT) durante reunião ministerial nessa segunda-feira (18). Segundo participantes, ela ficou com a voz embargada ao dizer que é alvo desde o início do governo. Nísia foi alvo de seguidas cobranças do centrão devido aos critérios para liberação de emendas parlamentares.
A ministra foi destacada para falar aos colegas de Esplanada devido a problemas enfrentados pela área que comanda. Ainda segundo quem estava presente, Lula perguntou quanto tempo duraria a exposição dela, se apenas dez minutos. O presidente teria dito, então, que seria necessária uma hora caso ela tivesse que se manifestar sobre reportagem apresentada pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo (17), sobre a situação dos hospitais federais no Rio de Janeiro.
Nísia tratou das recentes crises que o Ministério tem enfrentado e afirmou que os números a respeito das mortes dos yanomamis são maiores do que no governo Jair Bolsonaro (PL) porque havia subnotificação na gestão anterior. Também falou sobre a epidemia de dengue e dos hospitais federais do Rio. Disse também que sofre muita pressão política e que algumas pessoas cobram que ela fale grosso, mas que ela vai continuar falando como faz atualmente, com “contundência”.
Ao longo do discurso, a ministra se emocionou e saiu da sala, amparada pela primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, e pelas colegas ministras. Ao final da reunião, Lula replicou a declaração de Nísia. A respeito dos yanomamis, disse que a ministra deveria melhorar a comunicação sobre o caso, lembrou também que houve confusão no início da campanha da vacinação contra a dengue, dando a entender que havia imunizantes para toda a população, quando não era o caso.
Segundo pessoas que acompanharam a reunião, a ministra ficou com a voz embargada quando falou que, na condição de mulher, não iria falar grosso e que não seria certo ser cobrada por isso. Em seguida, Lula disse que ela era uma mulher “mansa e firme”. O presidente disse que a ministra será mantida no cargo, afirmando que apenas ele é quem nomeia e demite no governo.

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