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Política

Arlândia: o novo em Horizonte

segunda-feira, 07 de julho 2008

O nome é diferente, quase esquisito; Arlândia. Arlândia Nobre. Casada, 33 anos, mãe de dois filhos. Simpática, inteligente, raciocínio rápido e lógico. Sabe o que quer e conhece aquilo de que está falando. Não é de hoje que tirou a barriga do tanque, diz com um sorriso, sem parecer com aquelas feministas cheias de raiva ou de mal com a vida. Vereadora, tem sido firme nas propostas e decisiva nas posições. Não votou em recentes arrumações da Câmara Municipal de Horizonte, sua cidade, que andou fazendo uma feia maracutaia com uma ONG que está levando cinqüenta mil reais, em média, por mês, da casa dos vereadores. E todo mundo assinou a arrumação. Menos ela. Arlândia Nobre é filiada ao PCdoB. Não é radical, do tipo freira de passeata, mas defende a tese de que todo mundo precisa melhorar de vida. Todo mundo tem direito a ser feliz, ter um emprego, viver com dignidade, morar sob um teto protetor e comer o fruto de seu desempenho.

Estes foram alguns motivos encontrados para sua candidatura a prefeitura de Horizonte, aqui ao lado de Fortaleza. A única mulher entre quatro homens, conseguiu uma aliança com o PR, que lhe indicou o vice. Com isso ficou desiludida com as posturas de velhos aliados, seja pelo corporativismo, mesmice ou fisiologismo latentes na política de Horizonte, seja por uma visão própria de defesa da vida do trabalhador que faz do município a terceira renda do Estado. Horizonte tem um conjunto industrial que faz do município um dos maiores arrecadadores do Ceará. As importantes indústrias rendem fortunas aos cofres públicos que nunca voltam em forma de benefício do povo. E isso Arlândia quer reordenar. Na verdade ela quer fazer como qualquer dona de casa, arrumar a casa e organizar suas finanças para que todos possam ter seus benefícios.
– Nós temos uma educação que poderia ser infinitamente melhor se pagássemos bem os nossos professores. Nós temos uma saúde que insiste em mandar doentes para Fortaleza, quando poderíamos cuidar deles aqui mesmo, sem atropelos e deslocamentos caros. Nós temos uma população saudável que poderia estar melhor ainda se as equipes do PSF fossem bastantes para atender a todos. Nosso trabalhador é qualificado, por isso precisa apoio para educar os filhos e um trabalho empresarial que leve até ele o lazer de que precisa. E precisamos de casas e ordenamento do trânsito que tem matado muita gente. Agora mesmo o desvio da BR 116, não atende às verdadeiras necessidades históricas da cidade. Foi um atalho que fizeram para matar pessoas fora do centro, na periferia, diz Arlândia que tem nas mãos o sentimento do povo.
Sua candidatura, não se propõe a bater de frente aos velhos vícios de se ter apenas três candidatos eternos em Horizonte; é de Rochinha pra Chico César, de Chico César pra Nezinho, pra Rochinha e assim eles vão levando o povo. Arlândia quer mostrar que existem outras propostas de trabalho que cheguem à mulher de Horizonte, ao jovem de Horizonte, ao aposentado de Horizonte, públicos jamais atendidos por uma política carcomida pelo fisiologismo e muitas vezes pela corrupção que grassa no município. – Há situações tão absurdas, afirma, que a gente se envergonha até quando vai denunciar na Câmara de Vereadores. Na verdade nós só queremos varrer de Horizonte a sujeira pública e administrativa.
 
 

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