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Política

Barroso defende Moraes e cita desgaste pessoal e ameaças contra ministro

terça-feira, 23 de abril 2024

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, defendeu e fez elogios ao colega Alexandre de Moraes, durante debate nessa segunda-feira (22), após recentes atritos entre os dois. Barroso também afirmou que as apurações em andamento indicam que houve uma “efetiva tentativa de golpe” sob o governo de Jair Bolsonaro (PL).
O magistrado falou em debate na Fundação FHC, em São Paulo, sobre o papel do STF na democracia. Ao falar sobre a atuação de extremistas no país, Barroso elogiou Moraes, que é o principal alvo de bolsonaristas na Suprema Corte. “Tivemos essa situação, que foi o 8 de janeiro [de 2023]. Nós lidamos com um quadro muito complicado, em que o Supremo teve que assumir um pouco o front desse embate com o extremismo. Por isso, eu tenho defendido a atuação do ministro Alexandre de Moraes. Primeiro, pelo custo pessoal: ele foi um sujeito que corajosamente enfrentou desgaste pessoal, que tem ameaça para ele, para a mulher, para o filho. Todos nós sofremos. Mas ele mais do que todo mundo”, afirmou o presidente do STF.
Barroso completou: “No conjunto, eu acho que a atuação dele merece a admiração e respeito, e eu tenho defendido o que acho que ele tem um papel muito importante nesse momento brasileiro”.
Poderes
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, minimizou ontem (22) os atritos entre Poderes e defendeu mudanças legais para dar mais poder ao Governo Federal nas políticas de segurança, com a incorporação na Constituição de um sistema unificado de combate ao crime. “De vez em quando se diz que há crise entre os Poderes. Não me parece que haja crises”, afirmou durante seminário na Capital paulista promovido pelo grupo Esfera.
Ele, que é ex-ministro do STF, disse ainda não ver “nenhuma deficiência institucional” no Brasil. “O Congresso legisla, o Executivo eventualmente impõe alguma sanção, que pode ser derrubada pelo Congresso Nacional. Isso tudo dentro da Constituição. Da mesma forma, não há crise, penso eu, entre o Poder Judiciário, sobretudo o Supremo Tribunal Federal, e o Congresso Nacional”, completou.

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