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Política

Boulos reforça drible sobre voto que livrou Janones em caso de ‘rachadinha’

sexta-feira, 07 de junho 2024

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) afirmou nesta quinta-feira (6) considerar que “rachadinha” é crime, mas que não era isso que estava sendo avaliado durante o Conselho de Ética na Câmara dos Deputados. A declaração foi dada em sabatina da Reag Investimentos e do canal MyNews, que está sendo realizada com os pré-candidatos a prefeito de São Paulo.
“Eu sempre disse reafirmo ‘rachadinha’ é crime. Quem comete seja o Flávio Bolsonaro ou qualquer outro tem que responder na Justiça e, se a Justiça comprovar que a pessoa é culpada, tem que ser punido. Isso vale para o Janones, para o Flávio Bolsonaro, para quem for. Agora, não era isso que estava em jogo ontem [quarta-feira] no Conselho de Ética”, disse.
O Conselho de Ética ignorou falhas e aprovou na quarta-feira (5) parecer de Boulos, arquivando a representação contra André Janones (Avante-MG) por suspeita da prática de “rachadinha”. Foram 12 votos a favor e 5 contra o relatório de Boulos, que defendia o arquivamento do caso. Tanto Boulos quanto Janones são aliados do presidente Lula (PT). O primeiro é seu candidato à Prefeitura de São Paulo. O segundo integrou a linha de frente de sua campanha eleitoral digital em 2022.
Após a sabatina nesta quinta-feira, Boulos afirmou que o assunto da investigação aconteceu antes do mandato de Janones e que casos contra bolsonaristas já foram arquivados com o mesmo argumento. “Então quem é de extrema-direita e bolsonarista não vai ser julgado por algo que aconteceu antes do mandato, como já aconteceu, e quem é de outro campo político vai ser julgado? Essa é a jurisprudência que já existe no conselho e foi com base nela que eu fiz o meu relatório”, disse.
Diferentemente do que diz Boulos, porém, as evidências e documentos relacionados ao caso indicam que a gravação em que Janones fala sobre a devolução de parte do salário de auxiliares ocorreu quando ele já estava de posse do mandato.
Boulos já foi questionado pela Folha de S.Paulo por mais de uma vez especificamente sobre essas discrepâncias entre seu voto e as evidências do caso, mas jamais respondeu diretamente a essas perguntas.

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