32 C°

sábado, 8 de maio de 2021.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

aniversario
aniversario

Política

CPI ouve hoje ex-ministros da Saúde Teich e Mandetta

terça-feira, 04 de maio 2021

Passada a eleição do comando e a definição do plano de trabalho, a comissão parlamentar de inquérito (CPI) criada para apurar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da covid-19 começa a ouvir os depoimentos de ex-ministros da Saúde na gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich serão os dois primeiros a falar aos senadores, devendo ser ouvidos hoje – Mandetta pela manhã, às 10h, e Teich pela tarde, a partir das 14h.

PHOTO / EVARISTO SA


A convocação dos ministros atende uma série de requerimentos aprovados na semana passada. O relator, Renan Calheiros (MDB-AL), o vice-presidente do colegiado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) são os autores dos pedidos. Segundo eles, os depoimentos dos ex-ministros devem ajudar a esclarecer se o Brasil poderia ter tomado outro rumo no enfrentamento a pandemia e freado o número de mortes.
Mandetta foi demitido do cargo no dia 16 de abril de 2020, no início da crise da pandemia no Brasil. Naquela data o Brasil registrava 1.924 mortes. Hoje, o País tem mais de 400 mil óbitos por covid-19. Seu substituto, Nelson Teich, permaneceu menos de um mês no cargo. Segundo Randolfe, a constante troca de ministros da Saúde em meio à pandemia é, por si só, um enorme problema para a gestão do ministério e “pior ainda são os motivos para essas trocas”.


“O senhor Luiz Henrique Mandetta foi exonerado do cargo de ministro da Saúde justamente por defender as medidas de combate à doença recomendadas pela ciência. O presidente defendia mudanças nos protocolos de uso da hidroxicloroquina no tratamento do novo coronavírus, mas o Nelson Teich era contra. Infelizmente, sabemos o rumo que a gestão da pandemia tomou no País”, aponta Randolfe nos pedidos.
O depoimento de Mandetta, em particular, tem potencial de repercussão política, principalmente no que diz respeito aos posicionamentos de Jair Bolsonaro no período em que o ex-ministro atuava no governo. Ele, que não teve uma saída pacífica da equipe de Bolsonaro, rompeu politicamente com o presidente e se aproximou de setores mais moderados após sua saída, com articulações para formar uma possível chapa de oposição ao governo para disputar a Presidência em 2022.


Pazuello
Ainda nesta semana, são aguardadas as oitivas do general Eduardo Pazuello, que esteve por mais tempo no comando do ministério desde que a pandemia começou, e do atual ministro, Marcelo Queiroga. O primeiro falará na quarta-feira (5), enquanto que o segundo deverá prestar esclarecimentos na quinta-feira (6), mesmo dia em que está agendada a oitiva do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres. Todos vão comparecer ao Senado na condição de testemunhas.


Pazuello deverá ser o principal alvo da CPI, por ter sido o mais longevo na Saúde durante a pandemia. Os senadores vão investigar possíveis crimes de responsabilidade em várias frentes, uma sendo a crise em Manaus. Querem saber se houve falta de planejamento para organizar o sistema de saúde e omissão em relação ao envio de oxigênio. Outro ponto importante para os parlamentares é a atuação do ex-ministro na aquisição de vacinas, principalmente sua resistência a comprar as imunizações Coronavac e a produzida pela Pfizer.
Também pesaria contra o ministro o estímulo para estados e municípios usarem a hidroxicloroquina. O relator já tem em mãos um ofício do Ministério da Saúde nesse sentido e incluiu no plano de trabalho da comissão a questão do TrateCov, aplicativo que receitava medicamentos sem comprovação. Senadores acreditam que Pazuello pode responder criminalmente. (Com informações da Agência Senado)

hoje

Mais lidas

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com