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Política

Escritório de André Fernandes em Fortaleza é alvo de protesto

terça-feira, 02 de abril 2024

O deputado federal e pré-candidato a prefeito de Fortaleza, André Fernandes (PL), foi alvo de um ato de protesto ainda na madrugada dessa segunda-feira (1º), data em que se completou 60 anos do golpe que deu início à Ditadura Militar no Brasil, entre 1964 e 1985. O escritório do parlamentar em Fortaleza, localizado na Avenida Barão de Studart, no bairro Dionísio Torres, foi vandalizado por membros do grupo Levante Popular da Juventude.
Um boneco com o rosto de Fernandes foi queimado e pichações deixadas nas paredes do prédio dizem “golpista”. Um cartaz dizia “Memória, verdade, justiça! Sem anistia para golpistas”.
Conforme as imagens das câmeras de segurança do local e veiculadas nas redes sociais, é possível ver no ato cerca de vinte pessoas encapuzadas, com blusas do Levante Popular da Juventude e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
O ato fez parte de uma mobilização nacional do Levante Popular da Juventude, que organizou “escrachos” em dez estados diferentes contra políticos e personalidades ligadas à extrema-direita com participação na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Além de André Fernandes, outros alvos de protestos semelhantes foram: o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Antônio Galvan, e os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP),
Clarissa Tércio (PP-PE), Carlos Nicoletti (União-RR), Silvia Waiãpi (PL-AP), Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG) e Pedro Lupion (PP-PR).
Em sua página nas redes sociais, o Levante afirmou que as ações tiveram como objetivo “denunciar aqueles que atentaram de forma recente contra a democracia brasileira, além de marcar os 60 anos do Golpe Militar de 1964, que instaurou a ditadura no Brasil”. Além disso, o texto disse que as ações buscam cobrar punição tanto para os responsáveis pela implantação do regime militar como para os envolvidos no episódio de tentativa de golpe em 8 de janeiro.
Sobre André Fernandes, o movimento descreve o deputado como o “herdeiro desse legado criminoso” e afirma que ele “Convocou, em 2023, o povo para participar do atentado à democracia em Brasília, ridicularizou o STF (Supremo Tribunal Federal) e segue mobilizando forças e seguidores com o objetivo de se consolidar como alternativa à prefeitura de Fortaleza”.
Fernandes é investigado em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) devido a publicações em redes sociais que supostamente seriam de apoio aos ataques, segundo a Polícia Federal (PF). Relatório da PF concluiu que o parlamentar cometeu crime ao incitar ataques aos Três Poderes. O parlamentar nega essa intenção.
Reações
Pelas redes sociais, Fernandes comentou o ato contra ele nas dependências de seu escritório, classificando como “uma clara ameaça” e os envolvidos como “criminosos”. O deputado ainda disse que os movimentos que organizaram o protesto são “ligados ao PT” e que providências seriam tomadas.
Mais tarde na segunda-feira (1º), o parlamentar, que estava em Fortaleza, anunciou em vídeo que registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil e protocolou notícia crime junto à Polícia Federal. Além disso, informou que oficiou o secretário de Segurança Pública do Estado do Ceará, Samuel Elânio, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
Outros pré-candidatos do campo da direita, aliados de Fernandes, prestaram solidariedade pelo ocorrido como o ex-secretário de Saúde de Maracanaú, Capitão Wagner (União Brasil). “Todo e qualquer ato de violência precisa ser repudiado não só porque é contra o André, mas contra qualquer cidadão cearense”, afirmou em vídeo. O senador Eduardo Girão (Novo) pediu que o “crime” seja “rigorosamente punido”.
(Por Igor Magalhães)

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