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Política

Janela partidária para vereadores esvazia Congresso

quarta-feira, 03 de abril 2024

Lideranças da Câmara dos Deputados e do Senado Federal voltaram nesta semana aos redutos eleitorais diante dos últimos dias da janela partidária, que se encerra nesta sexta-feira (5). Esse dispositivo da legislação eleitoral permite que vereadores e deputados troquem de partido sem risco de perder o mandato. Em 2024, como se trata de eleição municipal, a regra vale somente para os vereadores.
O período é importante para os partidos buscarem o fortalecimento nos estados, ampliarem a quantidade de prefeituras e consolidarem estratégias no longo prazo. As movimentações são intensas entre todos os partidos, de lulistas a bolsonaristas.
A votação municipal exerce influência direta no cotidiano parlamentar. Boa parte dos membros do Congresso Nacional, especialmente da Câmara, conta com o apoio de prefeitos para os planos eleitorais. A maioria dos 513 deputados, por exemplo, se declara municipalista e, ao longo dos mandatos, busca atender aos pedidos de aliados nos estados.
Além disso, muitos parlamentares são dirigentes estaduais de partidos e, por isso, se deslocam aos redutos nesse processo. Alguns deles, inclusive, são pré-candidatos a prefeituras.
Para que os deputados pudessem intensificar as negociações em torno de filiações, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP/AL), firmou acordo com os líderes da Casa para que não houvesse sessões nesta semana. As reuniões das comissões permanentes também foram canceladas.
Já o Senado, tem realizado sessões semipresenciais, quando parlamentares não precisam necessariamente estar fisicamente no plenário para as votações, além de audiências nas comissões. O senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, disse à reportagem que o partido prioriza todos os estados brasileiros nessa janela partidária e que o objetivo é conquistar mais prefeituras.
“Na eleição passada, quase nos tornamos o maior partido, perdemos para o MDB por pouco. Agora, nosso foco é ficar em primeiro lugar nessa eleição. Estamos tendo crescimento em todos os estados”, afirma. O PP é um dos partidos fortes do centrão e foi base de apoio do então presidente Jair Bolsonaro (PL).
A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), disse que não há uma atenção específica do partido para algum estado ou município nessa janela. Ao ser questionada se existe uma influência da figura de Lula (PT) nesse processo de filiações, ela afirma que “obviamente é um chamariz, mas filiar sem critério não nos fortalece”.
Para ela, o momento é de articulações com objetivos no longo prazo. “Já vivemos uma situação dessa no passado. Nas primeiras dificuldades as pessoas deixaram o partido. Queremos ampliar nossa relação com aliados para termos caminhadas duradouras”, declarou.
O presidente do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), reconhece que há uma influência de quadros nacionais do partido nesse processo, mas avalia que as lideranças estaduais, como os parlamentares, acabam tendo um peso maior neste momento. “O MDB trabalha muito com as realidades dos estados. Os deputados federais, senadores e deputados estaduais são quem acabam organizando o partido.”
Nas redes sociais, lideranças do Congresso (de partidos da direita à esquerda) publicaram registros de eventos de filiação dos quais participaram nesta semana. O líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (RJ), por exemplo, publicou fotos de encontro com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), na sede do diretório estadual do partido. “A direita está unida no Rio de Janeiro, trabalhando em conjunto para eleger nossos prefeitos e vereadores”, escreveu.

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